03.02.08
Posted in ESTUDO BIBLICO at 15:48 de andersson
O QUE É LIDERANÇA?
OBJETIVO DO ESTUDO
O desejo do nosso coração é que ao término desta lição você tenha uma nova visão sobre o que vem a ser liderança. Conhecendo um pouco mais sobre o assunto e levando em consideração a grande necessidade de líderes genuínos usados por Deus nesta geração em que vivemos, cremos que algo novo brotará em seu coração, impulsionando-o para um ministério abençoado sob a suprema liderança do Espírito Santo.
INTRODUÇÃO
Para falar sobre liderança precisamos antes falar sobre o líder, tendo em vista que liderança é a função do líder. Líder, por sua vez, é aquele que está à frente de um determinado grupo e que tem a responsabilidade de motivar, guiar, instruir e conduzir tal grupo ou equipe a atingir seus objetivos e ideais. A esta influência positiva do líder sobre os seus liderados chamamos de liderança.
Infelizmente, o conceito de liderança muitas vezes é interpretado erroneamente. Há uma diferença muito grande entre “chefiar” e “liderar”. Nem sempre um chefe é um líder, bem como aquele que lidera nem sempre ocupa um cargo de chefia. O chefe é instituído formalmente por nomeação; por exemplo, um chefe de setor de uma empresa.
O líder pode não depender de uma nomeação, pois a sua liderança é natural e reconhecida. O chefe tem a missão de atingir objetivos utilizando-se dos recursos humanos e materiais, enquanto que o líder trabalha com as pessoas à fim de motivá-las e encorajá-las a alcançarem os objetivos propostos. As ordens de um chefe são obedecidas por força da sua posição. A liderança de um líder é reconhecida e seguida voluntariamente, sem imposição. O verdadeiro líder nunca usará tal expressão: “Aqui quem manda sou eu !!!”. Ele não precisa disto por não ter subordinados e sim seguidores.
COMO SURGE A LIDERANÇA
Há pessoas que acreditam que o líder já nasce líder e que é só deixá-lo à vontade que ele vai fazer fluir a sua liderança naturalmente. Outros, porém, crêem que todos nós temos um potencial de liderança que precisa ser desenvolvido e aperfeiçoado.
Creio, particularmente, que as duas posições podem ser consideradas verdadeiras, contanto que observemos algumas coisas. Por exemplo, o líder nato, embora esteja livre para fazer fluir a sua liderança, precisa de acompanhamento de pessoas mais maduras que o orientarão no exercício da sua liderança para que, por falhas de caráter principalmente, não venha a se tornar um ditador ou alguém em quem não se pode confiar. Por outro lado, os que não podem ser considerados líderes natos mas que possuem um potencial de liderança a ser desenvolvido, precisam aprender técnicas de liderança que os ajudarão a desenvolverem seus ministérios com maior eficácia. No entanto, esse último grupo precisa estar consciente de que todas as técnicas de liderança se tornarão inúteis se o líder não possuir uma personalidade firme, ou se possuir uma auto-estima muito fraca. Portanto, maturidade emocional e técnicas de liderança são dois ingredientes essenciais para o líder.
O DESENVOLVIMENTO DA LIDERANÇA
Creio que tanto para o líder nato como para o que apenas tem um potencial de liderança a ser desenvolvido, trabalhar para que tal liderança seja cada vez mais benéfica para o próximo é dever de cada um.
Podemos definir como parte integrante do índice de elementos que devem fazer parte da vida de um líder, os seguintes pontos:
CONHECIMENTO
Quem exerce a liderança precisa estar sempre envolvido na arte de conhecer as suas atribuições e funções, bem como procurando sempre se aperfeiçoar no conhecimento da personalidade das pessoas com quem ele está trabalhando, para que esteja inteirado das suas necessidades, ambições e desejos. Não precisamos de muitos argumentos para dizer que cada pessoa é um mundo, diferente um do outro, e que especializar-se no trato com as pessoas é dever de cada pessoa que se propôs a conduzi-las.
Já comentamos que além do conhecimento das atribuições e das pessoas, o líder precisa se inteirar constantemente das técnicas de liderança que, uma vez aplicadas, serão de grande valia no seu ministério.
RESPONSABILIDADE
A responsabilidade é, sem dúvida, um elemento indispensável no exercício da liderança. É ela quem vai levar o líder a traçar metas, fixar alvos, e planejar os objetivos; e é ela quem vai estimulá-lo a permanecer perseverantemente até conquistar os objetivos determinados. Sem responsabilidade não se fixa metas, nem se chega a lugar algum. Um líder responsável sabe que o seu trabalho se propõe a realizar alguma coisa e que as pessoas que estão envolvidas em seu ministério não podem correr o risco de estarem investindo tempo, motivação, dinheiro (às vezes), em coisas que não chegam a lugar algum. A responsabilidade vai determinar um início, um desenvolvimento e uma conclusão para cada projeto em que se trabalha, de forma, que cada pessoa, tanto o líder como os liderados, podem afirmar com satisfação: “estou realizando algo de valor!”.
SENSIBILIDADE
Alguém que evidencia uma boa liderança no trato com crianças pode não ser tão bom assim com adolescentes. O que ocupa muito bem o cargo de subchefia ao ser promovido para chefe pode não se dar tão bem como antes. É claro que isto é apenas uma possibilidade, e não uma regra geral. No entanto, precisamos de sensibilidade para saber qual é o nosso melhor lugar de atuação para que não nos frustremos a nós mesmos e aos outros. Sensibilidade para saber quando é necessário recuar ao invés de avançar. Sensibilidade para recusar uma promoção para um cargo para o qual não se está devidamente preparado, mas também sensibilidade para aceitar desafios mesmo quando alguns se mostram temerosos. Sensibilidade com boa dose de humildade para saber ceder o seu posto de liderança e entregá-lo a uma outra pessoa quando o grupo se vê prejudicado com a sua liderança. Inevitavelmente surge em nossas mentes quando tratamos desse assunto a palavra “incompetência”. Incompetência para liderar numa determinada área. Porém, por mais forte que possa parecer essa palavra, devemos entender que a incompetência pode se limitar apenas àquela determinada atividade que está se desenvolvendo e não, necessariamente, uma incompetência ligada a tudo o que se faz.
CONCLUSÃO
Nos próximos capítulos vamos continuar trabalhando em torno deste tema, procurando entender mais especificamente qual o papel do líder no corpo de Cristo, o perfil do líder e alguns exemplos bíblicos de como exerceram seus papéis os líderes que foram poderosamente usados por Deus no passado.
O PAPEL DO LÍDER NO CORPO
OBJETIVO DO ESTUDO
Temos por objetivo ajudá-lo a entender qual o papel do líder no corpo de Cristo. No final desta lição você deverá compreender claramente o que deve fazer ou desenvolver, a pessoa que ocupa a função de liderança dentro do Reino de Deus.
UM LÍDER, UM ADMINISTRADOR
O papel principal do líder dentro do corpo de Cristo ou dentro de qualquer outro segmento, seja religioso ou não, está relacionado à administração. Administrar é conseguir as coisas feitas através de outras pessoas. Portanto, na arte de liderar o líder sempre está envolvido com as pessoas, delegando responsabilidades, supervisionando o trabalho, corrigindo falhas, estipulando prazos, etc. Se a sua administração for boa as coisas serão feitas satisfatoriamente e as pessoas se sentirão realizadas. Se a administração for má, é possível que não se atinjam os objetivos e as pessoas saiam frustradas. De maneira que não dá para fugir da responsabilidade administrativa. A administração é um dom de Deus. A capacidade de organizar as coisas para facilitar o trabalho das outras pessoas é uma habilidade divina que todo líder deve se empenhar mais e mais para buscá-la. Nenhum líder pode se dar o direito de querer continuar liderando sem se esmerar no desenvolvimento das habilidades administrativas. Em outras palavras, ele não tem o direito de dizer: “Quero liderar mas não quero administrar!”.
Isto não existe. O líder, necessariamente, precisa ser um administrador. Em alguns casos, tomando como exemplo o próprio ministério pastoral, o pastor acha por bem convidar alguém da sua congregação para desempenhar funções administrativas na igreja. Não há nenhum problema quanto a isto. Um administrador que auxilie o pastor no exercício do ministério tirará dele a sobrecarga e o liberará para o ministério da oração, da Palavra, e do cuidado das ovelhas.
No entanto, mesmo neste caso, o pastor precisa se conscientizar que ele mesmo continua sendo o administrador geral. Qualquer outro trabalho administrativo pode e deve ser realizado por uma outra pessoa como forma de cooperação, mas a visão maior vem do pastor. Todos os administradores trabalham dentro da visão que o pastor transmitiu, sendo que este mesmo é o delegador de responsabilidades e supervisor geral.
No exercício da administração o líder vai se ver incumbido de três responsabilidades: planejar, executar, avaliar. À respeito disto vamos falar agora:
PLANEJAR
Planejar é a arte de fazer com que as coisas aconteçam. O planejamento envolve, em primeiro lugar, estabelecer alvos definidos a curto, médio, e longo prazos. Para que o planejamento seja eficaz o líder precisa ter a “visão” bem definida em sua mente do que quer fazer ou realizar. Uma visão clara o ajudará a transmitir aos outros da sua equipe de forma que todos saibam responder às seguintes perguntas: o que fazer? onde fazer? quando fazer? com que fazer? como fazer? por que fazer? Outra questão a considerar é se os alvos dentro do planejamento são realmente relevantes ou apenas românticos e belos. Será que o que se almeja é a prioridade para o momento ou se teria outra coisa mais urgente e necessária para se atingir?! Precisamos ver também se os alvos que estamos estabelecendo são possíveis ou se estamos sujeitando nossa equipe ao fracasso e à frustração.
Mais uma questão a ser considerada é se os alvos já fazem parte da motivação de todo o grupo porque ele já partilha do mesmo ideal do líder, ou se eles foram estabelecidos apenas para satisfazer uma ambição pessoal do líder, em nada beneficiando os demais membros do grupo.
De forma prática o planejamento envolve alguns passos que resumidamente queremos apresentar:
Para começar a caminhar para algum lugar, primeiro precisa se saber onde está.
1.Trace os objetivos.
2.Estabeleça os alvos.
3.Destaque as prioridades.
4.Identifique os obstáculos.
5.Verifique os recursos disponíveis.
6.Distribua responsabilidades.
7.Seja flexível. Qualquer plano pode ser modificado.
EXECUTAR
Quando há um bom planejamento a execução pode transcorrer de forma tranqüila. Às vezes, um planejamento pode durar horas, meses, e até mesmo anos, para uma execução de poucos minutos. A execução é o grupo em ação colocando em prática o que foi idealizado no papel.
Na execução de um projeto bem planejado, o líder assume a função de coordenador, acompanhando passo a passo o desenvolvimento do trabalho. Através deste acompanhamento ele terá condições de corrigir eventuais problemas para que o trabalho retome o seu curso normal e não seja interrompido no caminho.
AVALIAR
Para muitos a avaliação de um trabalho realizado é desnecessária, justamente por se tratar de uma realização já passada. Pra que discutir à respeito de algo já realizado? Na verdade, a avaliação é tanto importante quanto o planejamento e a execução. A avaliação é importante por vários motivos. Eis alguns deles:
1. Encarar de frente os erros cometidos. Através de uma avaliação coerente, sincera e madura, os erros serão expostos e, se corrigidos, poderão não acontecer mais em um novo empreendimento. Quando não há avaliação as falhas continuam encobertas e poderão manifestar-se novamente a qualquer novo trabalho.
2. A avaliação dá margem para as críticas. Se o líder for maduro o suficiente para lidar com elas, reagindo de forma equilibrada e humilde, poderá dar um excelente exemplo aos seus liderados de como se reage às críticas, o que favorece o crescimento espiritual de todos.
3. Diante das falhas, tanto o líder quanto seus liderados necessitam de uma graça especial de Deus para lidarem com os sentimentos contraditórios em seu interior. Isto é bom pelo fato do desenvolvimento da dependência de Deus também para este tipo de coisas. Diante dos acertos e da possibilidade da vanglória, igualmente a presença de Deus precisa se manifestar para que a vitória não se transforme num fracasso espiritual. Em todos os casos a equipe é impulsionada a uma experiência madura com Deus, tanto nos acertos quanto nos erros.
4. A avaliação lança a plataforma para novos planejamentos. É a ponte entre um projeto e outro.
CONCLUSÃO
A liderança no corpo de Cristo deve trabalhar de forma coerente e lógica. Sim, estamos lidando com coisas espirituais relacionadas ao reino de Deus e à sua igreja, no entanto, devemos fazer todas as coisas com os pés no chão embora com a cabeça no céu. Planejamento, execução e avaliação devem parte de toda a administração sensata que se propõe a fazer algo de valor, principalmente quando se trata do Reino de Deus.
Que através da lição de hoje, cada líder se esmere mais e mais na arte da administração que tanto há de beneficiar o glorioso Corpo de Cristo por quem Ele morreu.
O PERFIL DO LÍDER
OBJETIVO DO ESTUDO
Ao final deste estudo você precisa saber identificar quais as características principais que precisam existir no líder. Características que devem fazer parte do estilo de vida do líder que o ajudarão a desenvolver o seu ministério.
INTRODUÇÃO
Vamos estudar neste capítulo as qualidades que devem se fazer sempre presente na vida do líder, principalmente do líder cristão.
AMBIÇÃO
A ambição faz parte da lista de qualidades de um líder. Embora esta palavra muitas vezes tenha uma conotação negativa, ela se refere à motivação interior do indivíduo para conquistar o que deseja. Se o nosso desejo de conquista se limita às nossas coisas tão somente para o nosso próprio proveito e não o de Deus, então a ambição é negativa. Mas quando se trata das coisas de Deus, nada melhor do que uma boa ambição como uma mola propulsora para conquistar cada vez maiores e melhores coisas para Ele.
AUTENTICIDADE
A autenticidade refere-se ao que é verdadeiro. O líder precisa ser autêntico ou verdadeiro quanto ao que diz e faz. O seu ensino precisa ser coerente com o seu procedimento. Não estamos falando sobre perfeição mas sobre uma atitude sincera diante de Deus e dos homens. Um desejo de corrigir seus próprios erros e falhas em concordância com o seu próprio ensino aos outros. Autenticidade significa não ter medo de transparecer o que a pessoa realmente é.
O líder imaturo procura passar uma imagem que nem sempre condiz com a verdade. Máscaras de santidade, de autoridade, de espiritualidade, e outras mil, muitas vezes são colocadas para se manter determinadas posições diante do grupo. O líder maduro, porém, reconhece que as máscaras não duram para sempre, e que mais cedo ou mais tarde todos reconhecerão quem realmente nós somos. O melhor caminho é reconhecer as falhas, esforçar-se para corrigi-las, e, através do que Deus vai operando em sua própria vida o grupo tem a oportunidade de crescer através do quanto consegue ver Deus agindo na vida do seu líder.
COMPETÊNCIA
O líder competente é aquele que conduz o seu grupo com sabedoria e de forma eficaz. Tudo o que se propõe a fazer procura realizar da melhor forma possível. Se ainda não possui o conhecimento necessário para desenvolver determinada atividade, procura adquiri-lo de forma a sempre levar segurança ao grupo com quem trabalha. O estudo de livros e as pesquisas para o aprimoramento das habilidades de liderança estão sempre presentes em sua vida.
CONFIANÇA
O líder confiante é aquele que possui uma fé sempre renovada. Confiança acima de tudo em Deus que o capacita a realizar a obra necessária. Confiança em si mesmo para não esmorecer diante dos problemas em geral, das críticas ou de seus próprios conflitos pessoais e fraquezas, quando poderia enfatizar mais suas próprias virtudes. Confiança no grupo com quem trabalha, apesar de sua provável limitação. Se não dermos um voto de confiança às pessoas que lideramos é possível que sempre monopolizemos a execução de todas as atividades, transformando nossos liderados em meros espectadores.
ENTUSIASMO
Dificilmente alguém vai se propor a me acompanhar quando não demonstro entusiasmo naquilo que desejo realizar. O entusiasmo é a alegria expressa quando se almeja realizar algo de valor. O entusiasmo do líder precisa ser mantido durante a execução do trabalho, pois é ele que continua mantendo acesa a chama da motivação do grupo.
INICIATIVA
A iniciativa tem a ver com a capacidade de tomar à frente de atividades. Não é necessariamente assumir a liderança sempre, mas pelo menos dar os primeiros passos enquanto outros temem fazê-lo. Significa assumir a responsabilidade sobre algo que precisa ser feito. O líder é aquele que vai à frente, por isso, precisa ter a qualidade da iniciativa, sem a qual nenhum projeto sairá da prancheta.
SERENIDADE
Muitas são as circunstâncias difíceis que cercam qualquer tipo de ministério. Se o líder não tiver a virtude da serenidade, logo seus liderados estarão confusos e temerosos quanto ao futuro do empreendimento. Jesus demonstra esta qualidade nas situações mais perigosas e estranhas de seu ministério. Em meio à tempestade ou à perseguição, o espírito equilibrado e sereno o mantém firme em qualquer situação. A serenidade também é um elemento indispensável no trato com as pessoas. Um líder sereno é altamente usado por Deus na transmissão de verdades eternas às pessoas que podem se expor à elas de uma forma tranqüila e segura, sabendo que seu líder nunca as maltratará ou fará qualquer outra coisa fora do espírito de brandura e mansidão.
SIMPATIA
Através da simpatia nos aproximamos das pessoas com facilidade bem como facilitamos o caminho delas até nós. A simpatia é a capacidade de tornar a nossa presença agradável às pessoas com quem nos relacionamos. Na prática, uma pessoa considerada simpática é a que respeita os outros e, conseqüentemente que valoriza o cumprimento, o sorriso, o “por favor”, o “desculpe-me”, etc. Estamos falando de simpatia e não “hipocrisia”. O líder não precisa fingir à respeito dos seus sentimentos quanto às pessoas; mas se é um cristão genuíno que sinceramente se preocupa com elas, certamente deixará fluir naturalmente toda a sua bondade em benefício dos outros.
TENACIDADE
A tenacidade é algo extremamente importante no ministério do líder. Refere-se à capacidade de persistir num determinado projeto mesmo em meio às adversidades. Infelizmente, muitos líderes não são mais dignos da confiança das pessoas porque não levaram adiante o que começaram a fazer no passado. Projetos e obras inacabados. Tarefas não concluídas. Por que me envolver com atividades que não serão devidamente concluídas? A tenacidade é a capacidade de persistir até que os objetivos sejam plenamente alcançados.
VISÃO
Embora a visão tenha sido deixada por último, é, no entanto, um dos elementos mais importantes na vida de um líder. Segundo George Barna no seu livro “O Poder da Visão” p. 32 (Abba Press), a visão quanto ao ministério significa “uma clara imagem de um futuro preferível, proporcionado por Deus aos Seus servos escolhidos, com base em uma acurada compreensão da vontade de Deus, do próprio eu e das circunstâncias”. O que ele quis dizer refere-se a um quadro bem definido na mente e no coração quanto ao que deve acontecer ou ser realizado no futuro. Tal acontecimento é plenamente resultado da boa, perfeita e agradável vontade de Deus que Ele quer ver cumprida na terra, e para isso, revela aos seus filhos para que estes trabalhem pela sua concretização. Todo líder cristão precisa trabalhar em torno de uma visão. Uma visão que venha de Deus e para cumprir os propósitos de Deus. Sem uma visão de Deus, corremos o risco de passar a vida inteira investindo em projetos meramente humanos que nunca resultarão na glória de Deus.
CONCLUSÃO
O líder cristão que, pelo poder do Espírito Santo, for gradativamente moldado pelas qualidades mencionadas neste capítulo, com certeza será um poderoso instrumento de Deus para a execução dos seus propósitos na igreja e no mundo.
EXEMPLOS BÍBLICOS
OBJETIVO DO ESTUDO
O objetivo desta lição é apresentar de forma mais clara tudo o que já mencionamos nas lições anteriores. Isto é possível através das experiências reais vividas pelos personagens bíblicos grandemente usados por Deus na execução de suas tarefas.
MOISÉS
Moisés se destaca pelas suas grandes virtudes:
a) Renúncia - Hebreus 11:24-25 diz: “Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado.”
b) Humildade - Moisés conversou com Deus face a face, mas nunca se considerou superior aos seus irmãos. Foi capaz de ouvir conselhos de homens de carne e osso como nós, como foi no caso do sogro Jetro à respeito de como seria melhor desenvolvida a sua liderança no meio do povo. (Ex. 18:27)
c) Mansidão - Ele foi considerado o homem mais manso da terra (Nm. 12:3). Em meio à acusações e perseguições foi capaz de não abrir a sua boca contra ninguém, e nem em defesa própria. Submeteu-se totalmente ao juízo de Deus e foi justificado plenamente pela sua fé.
d) Fidelidade - “E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa …” Hebreus 3:5a. Apesar de toda a sua dificuldade inicial de atender ao chamado divino, Moisés, uma vez dado o primeiro passo seguiu em frente até o fim, sendo declarado a seu respeito que o seu procedimento foi fiel.
DAVI
a) Um homem segundo o coração de Deus - Esta frase surge no contexto da tristeza de Deus por ter Saul reinando sobre o povo de Israel. Saul não era um homem cujo coração se inclinasse para as coisas de Deus, antes fazia a sua própria vontade. Davi, no entanto, é o homem cujo coração se inclina na mesma direção que o coração de Deus.
Mesmos propósitos, ideais, ambições …
b) Um homem quebrantado. Davi não foi um homem segundo o coração de Deus por se tratar de alguém perfeito em todos os seus caminhos. Davi cometeu pecados gravíssimos que comprometeram a sua própria vida, família e até mesmo sua nação. No entanto, possuía da parte de Deus um coração sensível, capaz de sofrer e chorar o seu próprio pecado. Capaz de não descansar enquanto não restaurasse sua comunhão com Deus.
c) Um homem zeloso por Deus. Desde a sua luta com o gigante Golias até os últimos momentos da sua vida, uma coisa percebemos na vida Davi: uma profunda determinação de zelar pelo Nome do Senhor. Seus atos, suas lutas, seus cânticos, seu reinado, estão impregnados de zelo por Deus. Sua liderança foi desenvolvida com um propósito bem definido de honrar até as últimas conseqüências o Nome do Altíssimo e de deixar bem claro para sua própria nação e para as nações vizinhas de que quem reinava em Israel não era “Davi” e sim o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
PAULO
a) Coragem - O apóstolo Paulo, dentre outras tremendas qualidades, demonstrou inquestionavelmente um espírito de coragem muito grande. Mesmo sabendo do perigo que corria ao pregar o evangelho em regiões de pouca ou quase nenhuma aceitação da mensagem, enfrentou os obstáculos e confiou exclusivamente em Deus para o livramento necessário. Coragem que sempre esteve presente nas diversas ocorrências de sofrimento e dor, como por exemplo as que são citadas em II Coríntios 6:4-5 “antes em tudo recomendando-nos como ministros de Deus; em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias, em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns . . .”.
b) Determinação - Todo o ministério de Paulo foi marcado por uma determinação sem igual. No final do relato bíblico sobre o seu ministério, em Atos 21, temos um exemplo claro da sua determinação em realizar a obra de Deus. Mesmo advertido pelos irmãos sobre o perigo de subir à Jerusalém, Paulo não teme e continua a sua viagem (v. 4). Um pouco mais adiante, na casa de Filipe, Paulo também foi advertido sobre a sua prisão em Jerusalém caso permanecesse na mesma visão de pregar aos judeus (vs. 10-11). Sua resposta às advertências foi a seguinte: “Que fazeis chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus”.
c) Ânimo - “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” Fp. 4:11.
d) Fé - “Pois eu confio em Deus, que sucederá do modo por que me foi dito” Atos 27:25.
e) Amizade - “Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol das vossas almas. Se mais vos amo, serei menos amado?” II Coríntios 12:15.
f) Humildade - “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo” I Coríntios 15:9.
JESUS
Para falar sobre a liderança de Jesus e as suas qualidades, não ousamos destacar apenas algumas qualidades como fizemos com relação aos demais personagens aqui mencionados.
Jesus é a liderança em pessoa.
Jesus é a expressão máxima e perfeita do verdadeiro líder.
Jesus é Aquele que convence sem palavras, apenas com um olhar.
Jesus é Aquele que chama e não é questionado.
Jesus é Aquele que julga não segundo o ouvir dos seus ouvidos mas segundo o reto juízo de Deus.
Apesar de não querermos destacar as qualidades de Jesus, por serem infinitas, desejamos, no entanto, enfatizar apenas um detalhe da sua liderança. Jesus foi capaz de investir seus últimos anos de vida em apenas doze pessoas e se reproduzir nelas. Jesus desenvolveu a sua liderança de forma estratégica. Sabia que o seu tempo aqui na terra era limitado, bem como limitado estava em seu próprio corpo para atender a tantas necessidades de todos os lugares. Estrategicamente escolhe doze pessoas e dá-lhes a missão de fazerem o mesmo com outras pessoas, ou seja, sucessivamente, cada um formando novos discípulos, como Ele mesmo o fez.
Poderíamos aqui destacar muitos feitos de Jesus como curas, milagres, ensinos, pregações, visitas, etc.; mas, em termos de liderança, Jesus montou um esquema do qual nós mesmos hoje somos fruto.
A estrutura do discipulado fez com que o evangelho se expandisse mesmo após a sua morte. Portanto, a liderança de Jesus se destaca pelo fato da continuidade que teve o seu ministério mesmo após a sua morte.
Todo líder precisa aprender que o verdadeiro líder é aquele que não somente exerce uma boa liderança em seus próprios dias, mas que estabelece um bom fundamento para que outros possam dar continuidade ao que ele começou.
CONCLUSÃO
Não tivemos por objetivo citar todas as qualidades dos personagens citados nesta obra. Se tivéssemos tal pretensão, com certeza, livros e livros teriam que ser escritos e ainda assim não seriam suficientes. Mas através dos exemplos descritos, temos condições de perceber que os homens e as mulheres que se propuserem a servir a Deus no ministério da liderança, precisam ser pessoas modeladas por Deus e por Sua Palavra. Pessoas de caráter, de virtudes, e de qualidades que demonstrem, não somente ao grupo com quem trabalham mas também ao mundo, que foram pessoas transformadas por Deus e que, portanto, servem de exemplo e de motivação para que outros também possam trilhar o mesmo caminho glorioso de lapidação pelas mãos do Altíssimo.
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GNOSTICISMO
Gnosticismo ( palavra oriunda de “ gnosis “ = conhecimento ) é o nome comum aplicado a várias escolas de pensamento que surgiram nos primeiro séculos da era cristã. No que tange à “ gnosis ” cristã, isto se refere à tentativa de incluir o cristianismo num sistema geral filosófico-religioso. Os elementos mais marcantes neste sistema eram certas especulações místicas e cosmológicas, além da doutrina da salvação salientando o livramento do espírito de sua servidão á matéria. Como religião, o gnosticismo tinha seus próprios mistérios e cerimônias sacramentais, além duma ética que pregava ou o ascetismo ou a libertinagem. Possíveis origens do Gnosticismo Os Pais da Igreja e a tradição cristã atribuía a Simão, o Mágico ( At 8 ) a fundação do gnosticismo cristão. Podemos citar como líderes, mais provadamente definidos, a Satornino, Másilides e Valentino. Segundo um certo Hegesipo, citado por Eusébio numa de suas obras, o gnosticismo principiou entre certas seitas judaicas. Pais Eclesiásticos posteriores como Irineu, Tertuliano e Hipólito, por sua vez, sustentavam a opinião segundo a qual a filosofia grega de Platão, Aristóteles, Pitágoras e Zenão, era a principal fonte da heresia gnótica. O gnosticismo ensinava sua filosofia estava fundamentada no “ conhecimento ” ( gnosis ), não no sentido em nós interpretamos, mas no sentido esotérico, isto é, esse tipo de “ conhecimento “ era uma sabedoria mística, sobrenatural, mediante a qual os iniciados eram levados a um verdadeiro entendimento do universo e salvo deste mundo da matéria. O gnosticismo assemelhava-se às religiões místicas. Sua caracteristica de maior destaque, porém, era o sincretismo – meio através do qual procurava reunir os principais ensinos do Evangelho, interpretando-os à luz das formas mais absurdas das religiões misticas que nada tem a ver com o Novo Testamento. O Que Ensinava o Gnosticismo a respeito desses assuntos , que se segue abaixo: 1. O universo. Sustentava uma visão dualista ou dupla do universo, de origem persa, e uma doutrina da origem de Deus em torno do “ plerona ”, ou esfera central do espírito, provavelmente de origem egípcia. O conceito provavelmente mais fundamental – a saber, o caráter totalmente mau dos fenômenos, - vinha da combinação da teoria de Platão, filósofo e pensador grego, que ensinava haver grande contraste entre o mundo espiritual e o mundo visível. Ensinava que o primeiro, o mundo espiritual, era bom e que o homem deveria esforçar-se por readquiri-lo. O segundo, o mundo das coisas palpáveis era totalmente mau, verdadeira prisão para o homem. 2. Cristo. O gnosticismo ensinava que, uma vez que o mundo material é mau, Cristo não podia, em hipótese alguma, se encarnar. Ensinava que o aparecimento de Cristo teria sido como a aparição dum fantasma, ou tendo como habitação temporária o homem chamado Jesus. Seu nascimento duma virgem teria sido aparente, sem participação da natureza material e humana. Segundo o gnosticismo, tão grande era o contraste entre a vida terrena de humilhação e a pré-existência e pós-existência em glória, de Cristo, que a solução mais simples para o problema a seu respeito seria nega a sua existência. Por isso ensinava que Cristo, na realidade apareceu e ensinou os seus discípulos mas durante esse tempo, era também um ser celestial, e não carne e sangue. 3. A salvação. Para salvar-se, o homem precisa livra-se da prisão do mundo visível e seus poderes – os poderes planetários – o que se dá através de uma “ iluminação espiritual mística ”. É um acontecimento que põe seu seguidor em comunhão com o mundo das realidades espirituais. 4. O conhecimento. O gnósticos ensinavam que nem todos os cristãos possuíam o “ conhecimento ” salvífico, afirmando este era um ensinamento secreto transmitido pelos apóstolos aos seu discípulos mais íntimos. Era uma exposição de “ sabedoria entre os perfeitos ”, sendo isto uma falsa interpretação de 1 Cor 2.6. É verdade que embora Paulo estivesse muito longe de ser um gnótico, muita coisa há nos seus ensinos de maldosamente se serviam os gnósticos, torcendo a palavra de Deus. O contraste violento entre a carne e o espirito, o conceito de Cristo vitorioso sobre “ principados e potestade ” e a idéia de Cristo como homem vindo do céu ( 1 Cor 15.47-49 ). Em geral, as seitas gnósticas dividam os homem em grupos: os “ espirituais ” e os “ materias ”. Valentino posteriormente falava numa tríplice divisão: os “ espirituais ” – os únicos capazes de atingir o “ conhecimento ”, “ psíquicos “ – capazes de fé e de um certo grau de salvação, e os “ materiais ” – totalmente sem esperança. Sua expansão e conseqüente perigoso foram possibilitados pelo estado da igreja nos seus primórdios relativamente desorganizada e doutrinariamente indefinida. O chamado gnosticismo cristão chegou ao ápice de sua influência entre os anos 135 a 160 d.C., aproximadamente, embora continuasse a existir muito depois desses anos. No tempo dos apóstolos já existia o gnosticismo, só que não era conhecido com este nome. A Epístola aos colossenses é uma verdadeira apologia contra o gnosticismo.
Cristianismo
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Gnosticismo
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| 1. Deus é criador do céu e da terra. |
1.Deus é transcendente, não criou o homem, nem a terra. |
| 2. Jesus Cristo nasceu, teve um corpo, morreu como homem. |
2. Jesus Cristo não tinha forma nem corpo definido: era um ser espiritual que se adaptou à percepção humana, não aceitam a dupla natureza de Cristo; de um Deus com um corpo humano. |
| 3. Jesus Cristo sofreu com sua crucificação, o que legitimava o martírio dos cristãos. |
3 A natureza de divina de Jesus Cristo transcendeu o sofrimento. |
| 4. O martírio ajudava a divulgação da fé, aumentando, conseqüentemente, o número de adeptos. |
4. Não tem sentido o ser humano sofrer. É mais difícil viver como cristão do que morrer como cristão. |
| 5. Quem confessar o credo e se batizar é cristão, estando a igreja aberta a recebê-lo |
5. O batismo não faz o cristão e sim a evidência de sua maturidade espiritual que determina o convite à iniciação reservada. |
| 6. Dirige o homem à igreja. Não há salvação fora da igreja. O pastor apontará o caminho da salvação. |
6.Dirige o homem ao seu interior e incentiva nele a capacidade de se descobrir seu próprio caminho. |
| 7. O pecado conduz ao sofrimento. |
7. A ignorância leva ao sofrimento. |
| 8. A hierarquia clerial exige que os crentes a aceitem como guias |
8. Comunicam-se com Deus em momento de oração espiritual, dispensando guias intermedi. |
DEÍSMO
As origens do Deísmo Durante o século XVII o protestantismo desenvolveu um sistema ortodoxo de doutrina para ser aceito intelectualmente. Gerando assim um novo escolasticismo, particularmente entre os luteranos da Alemanha, os quais estavam mais interessados na teologia do que na prática da vida cristã. O racionalismo aparece então, e se desenvolve nos séculos XVII e XVIII, se expressando através do deísmo como resposta a este escolasticismo. O deísmo criou um sistema de fé num Deus transcendente que abandonou sua criação ao governo das leis naturais descobertas pela razão. Deus se torna ausente. Para o deísmo Deus está acima e além da sua criação. Seus Ensinos O deísmo parecia estabelecer uma religião ao mesmo tempo natural e científica. Uma religião sem revelação escrita, enfatiza o céu como uma realidade totalmente distinta da terra com a lei moral. Os deístas ensinavam que as leis naturais da religião eram encontráveis pela razão – era a crença num Deus transcendente entendido como Causa primeira de uma criação marcada pelas seqüências de um plano. Eles criam que Deus deixou sua criação reger-se por leis naturais; assim, não havia lugar para milagres, nem para a Bíblia como revelação e Deus, nem para providência ou para Cristo como um Deus-homem. Somente Deus deveria ser cultuado pois Cristo era simplesmente um mestre. A piedade e a virtude eram o culto mais importante que se podia prestar a Deus, cujas leis éticas estão na Bíblia. O homem tinha que arrepender-se do erro e viver conforme as leis éticas, pois a alma é imortal e está sujeita a recompensa ou castigo depois da morte. Conceito Deísta Segundo o deísmo, a preservação divina consiste no fato de que Deus não destroi as obras das Suas mãos. Deus dotou a matéria de certas propriedades, colocou-a sob leis inalteráveis e depois deixou-a mover-se por si mesma, independentemente de todo o suporte ou direção de fora. Este conceito é errôneo, porque torna a criatura autosubsistente, afasta Deus para longe da criação de modo que a comunhão com Ele vem a ser uma impossibilidade prática, e ainda porque o ensino bíblico é que Deus não é só transcendente, mas também imanente nas obras que criou. O Deísmo admite que haja um Deus pessoal, que criou o mundo; mas insiste em que, depois da criação, Deus o entregou para ser governado pelas leis naturais. Em outras palavras, ele deu corda ao mundo como quem dá corda a um relógio e o deixou sem mais cuidado da sua parte. Dessa maneira não seria possível haver nenhuma revelação e nenhum milagre. Esse sistema, às vezes, chama-se racionalismo, porque eleva a razão à posição de supremo guia em assuntos de religião; também se descreve como religião natural, como oposta à religião revelada. Tal sistema é refutado pelas evidências da inspiração da Bíblia e as evidências das obras de Deus na história. A idéia acerca de Deus, propagada pelo deísta, é unilateral. As Escrituras ensinam duas importantes verdades concernentes à relação de Deus para com o mundo;: primeira, sua transcendência, que significa sua separação do mundo e do homem e sua exaltação sobre eles. ( Is. 6.1 ); segunda, sua imanência, que significa sua presença no mundo e sua aproximação do homem ( At 17.28; Ef. 4.6 ). O deísmo acentua demais a primeira verdade enquanto o pateísmo encarece demais à segunda. As Escrituras apresentam a idéia verdadeira e absoluta. Deus, de fato, está separado do mundo e acima do mundo; por outro lado, ele está no mundo. Ele enviou seu filho para estar conosco, e o Filho enviou o Espirito Santo para estar em nós. Desta maneira a doutrina da Trindade evita os dois extremos. Á pergunta, “ Está Deus separado do mundo ou está no mundo ? ” a Bíblia responde: “ Ele está tanto separado do mundo como também está no mundo .” Líderes do movimento Edward Herbert, Lord de Cherbury ( 1583-1648 ), apresentou os pontos básicos que pode ser resumido na seguinte frase: Deus existe, e pode ser cultuado pelo arrependimento e por uma vida de tal modo digna, que a alma imortal possa receber a recompensa eterna em vez do castigo. Charles Bloynt ( 1654-1693 ) foi outro deísta influente. John Tolarndt ( 1670-1722 ), Lorde Shaftesbury ( 1671-1713 ) e outros pregaram que o cristianismo não era um mistério e poderia ter sua autenticidade verificada pela razão. E tudo que não pudesse ser provado pela razão deveria ser recusado. Difusão do deísmo No século XVIII difundiu-se na França, pois encontrou nos filósofos deste século um ambiente propício. Alguns deístas ingleses, como Hebert e Shaftesbury, foram à França e tiveram seus livros traduzidos e publicados amplamente; e também alguns deístas franceses, entre os quais Rousseau e Voltaire, também foram à Inglaterra. O deísmo de Rousseau foi desenvolvido no Emile e o de Voltarie está em todos os seus escritos contra a Igreja e a favor da tolerância. A migração de deísta ingleses, a divulgação dos escritos deísta e a presença de oficiais deísta do Exército Inglês nos Estados Unidos durante a Guerra de 1756-1763, ajudaram a introduzir o deísmo nas colônias. “ A Idade de Razão ”, de Paine, ( 1795 ), contribuiu para popularizar essas idéias deístas. O deísmo fracassou, pois o mesmo foi muito criticado, dezenas de livros foram escritos nos quais se discutiam suas teses. Porém, o que por último fez com que o deísmo perdeu o ímpeto foram os ataques do filósofo escocês David Hume.
DOCETISMO
Do segundo século até o Concílio de Calcedônia, em 451 d.C., surgiram diversas correntes de pensamento em torno da natureza de Cristo, gerando grandes controvérsias, que só foram decididas em concílios. Discultia-se se Jesus era só divino ou só humano, ou se ambos, quanto de divindade ou de humanidade tinha ele, e como que as duas naturezas se relacionavam na pessoa de Cristo. Entre essas correntes quero destacar o Docetismo.
Docetismo A palavra doceta vem de doketes, dokein ( parecer ). Para os docetas, Jesus era só divino. Não podia ser humano, pois consideravam que a matéria era intrinsecamente má. O corpo e o sofrimento de Jesus eram apenas aparentes, não reais. Era a filosofia grega se infiltrando nas igrejas. Existe um docetismo disfarçado na crença em um Ccristo tão distante da realidade humana, como o que se pode verificar na teologia popular católica, onde os “ santos ” estão mais próximo das pessoas do que Jesus Cristo. Segundo tratado do grande Set Aqui temos a doutrina do Docetismo segundo a qual o corpo de Cristo não era real, só aparente. - o Salvador é enviado a este mundo pela Assembléia Celeste;- encontra forças deste mundo e é crucificado;- ocorre o simulacro da paixão, pois negavam a realidade da crucificação;- retorna ao Plerona, o reino junto ao Pai, de Plenitude e Totalidade. O Apocalipse de Pedro Encontra-se nesses escritos um encorajamento dirigido às “ almas imortais ”, aos “ eleitos ”, como se autodenominavam os gnóticos, perseguidos pela “ grande igreja ”. Nota-se, também, um patente “ docetismo ”:- Na 1ª visão de Pedro, a denúncia da ameaça de morte que pairava sobre os gnósticos, por parte dos sacerdotes, que traficavam com a palavra do Senhor; aqueles charlatães que pretendiam possuir o destacarem dos outros, etc…- Na 2ª visão encontramos a distinção entre a aparência carnal de Jesus e a sua real natureza; diziam que enquanto os adversários acreditavam que o estavam crucificando, Jesus- o vivente, zombava deles perguntando: “ Aquele que tu vês sobre o madeiro, que se rejubila e ri, é Jesus Vivente. Mas aquele que está pregado pelas mãos e os pés é o seu invólucro carnal, o substituto… “ - Na 3ª visão encontramos o tema ortodoxo da ressurreição de Jesus e a interpretação gnóstica - a reunificação do corpo espiritual de Jesus com a luz do Pleroma celeste.
Bibliografia
SEVERA, Zacarias de Aguiar, Manual de Teologia Sistemática, A .D. Santos Editora,1999, 1ª Edição, Curitiba. ROLIM, Celio Augusto, Apostila sobre Gnoses Comparadas, Piracicaba, SP, 2005 OLIVEIRA, Raimundo F. de, História da Igreja dos Primórdios à Atualidade, EETAD, 1992, 2ª Edição, Campinas, SP.
DEFINIÇÃO SOBRE GNOSTICISMO, DEÍMO E DOCETISMO
POR ANDERSON DIAS MEYER
Trabalho sobre Gnosticismo, Deísmo e Docetismo
Segundo a exigência do curso de Bacharel em Teologia, pelo
pela Faculdade Evangélica de Teologia Seminário Unido
Pof: Clinton
Faculdade Evangélica Seminário Unido 3º Semestre 2005
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O que é Geografia?A Geografia (do grego geo=terra; grafia= descrição, tratado, estudo) é a Ciência que estuda a Terra na sua forma. Ou seja, estuda os acidentes físicos; o clima; as populações, as divisões políticas etc. Neste sentido, a Geografia subdivide-se em diversas outras disciplinas: a Geografia Humana, a Geografia Econômica, a Geografia Física, a Geografia Política e a Geografia Histórica, dentre outras. A Geografia Humana preocupa-se em estudar os agrupamentos humanos em suas relações com a Terra: como repartem o espaço; como se adaptam às condições naturais, como se organizam para explorar os recursos provenientes da natureza etc. A Geografia Econômica está atenta ao estudo dos recursos econômicos - de origem vegetal, animal e mineral - presentes nas diversas regiões da terra e suas formas de exploração. A Geografia Física estuda os traços físicos das diversas regiões da terra, o que inclui o estudo do relevo, do clima, da vegetação, da fauna e da flora.A Geografia Política estuda a influência da geografia na política, a relação entre o poder de um país e sua geografia física e humana, bem como o estudo do reparto político da terra.A Geografia História procura reconstruir os aspectos humanos, econômicos, físicos e políticos de uma dada região do passado. É neste campo que se insere a Geografia do Mundo Bíblico ou Bíblica, que se dedica a estudar as diversas regiões que serviram de palco para os acontecimentos narrados nos livros da Bíblia. A Geografia do Mundo BíblicoSegundo Netta Kemp de Money: "A Geografia Bíblica ocupa-se do estudo sistemático do cenário da revelação divina e da influência que teve o meio ambiente na vida de seus habitantes". A Geografia Bíblica, portanto, é uma disciplina muito importante, pois auxilia a todos que querem conhecer melhor a História Sagrada e o texto bíblico através de esclarecimentos quanto aos grupos humanos, as características físicas, os recursos econômicos e as transformações políticas das diversas regiões citadas na Bíblia. Além disso, ela nos permite localizar e situar os relatos bíblicos no espaço em que estes ocorreram, auxiliando-nos na reconstrução dos eventos. Assim, por exemplo, conhecendo a Geografia Bíblica, podemos compreender melhor os séculos de conquista de Canaã pelos israelitas, já que seremos capazes de identificar as características culturais e localização dos diversos povos que habitavam as diferentes regiões da Palestina no momento da chegada dos hebreus; apontar os variados acidentes físicos que dificultavam os deslocamentos; localizar, no mapa, os locais de batalhas etc. O Mundo Bíblico: A região que denominamos Mundo Bíblico situa-se, hoje, nas regiões conhecidas como Oriente Médio e mediterrânicas (Ver mapa do Mundo Bíblico). Podemos apontar como áreas limites do Mundo Bíblico a Península Ibérica, à ocidente, e o atual Iraque, à oriente. Os países que são encontrados hoje nestas regiões são a Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, os diversos países balcânicos, Turquia, Egito, Israel, Jordânia, Líbano, Síria, Iraque, Irã, Arábia Saudita e vários emirados árabes (use o mapa Mundo para localizar estas regiões e, ao mesmo tempo, verificar a distância entre estes países e o Brasil). Principais áreas do Mundo Bíblico: Mesopotâmia (Meso= entre; potamos=rio) - região marcada pela presença de dois grandes rios que fertilizavam a região, tornando-a propícia para a agricultura: Tigre e Eufrates. Nesta área, no decorrer da História, surgiram grandes e poderosos impérios: o Sumério, o Acádio, o Babilônico e o Persa. Península Arábica - extensa península formada por poucas áreas férteis e muitos desertos. Ali se desenvolveu um importante reino, o de Sabá.Egito- Situa-se no Nordeste do continente Africano. Como a mesopotâmia, tem sua fertilidade garantida pela presença do rio Nilo, que atravessa toda a região. Nesta região se organizou um grande Império, o Egípcio. Canaã- região estratégica por seu caráter de passagem entre as diversas regiões do Mundo Bíblico. Reunia a Síria e a Palestina. Nesta área se estabeleceram diversos povos, como os filisteus, os fenícios, e os próprios hebreus. Europa- Cenário de importantes Impérios, como o Macedônico, também conhecido como Império de Alexandre, que reuniu a Grécia, a Macedônia e o Oriente Médio, e o Romano, que a partir da cidade de Roma, situada na atual Itália, unificou as regiões mediterrânicas da Europa Ocidental e Oriental, o Norte da África e o Oriente Médio. Possui uma grande diversidade geográfica e cultural. A Europa faz-se presente na Bíblia, de forma efetiva, nos livros do Novo Testamento. Traços físicos e elementos de paisagem:Como podemos concluir pelo apresentado acima, era extensa a área que denominamos de Mundo Bíblico e, por isso, são muitas e variadas as características climáticas, a hidrografia, o relevo, a economia, a fauna e flora destas áreas. A seguir, utilizando o texto bíblico, vamos listar algumas destas características. Leia o texto bíblico e destaque que traços físicos ou elementos de paisagem são mencionados e, se possível, a que região ou localidade se refere: Êxodo 25:10Deuteronômio 32:13-14Jó 39: 1, 5, 9, 13, 18, 20, 26, 27Juízes 6:11Mateus 21:18-19Números 11: 5Números 31:21Ezequiel 22:18-20Josué 3:16Atos 27:27II Crônicas. 3:1Mateus 3:1Conclusão:O ser humano, no decorrer do tempo, para alimentar-se, vestir-se, divertir-se, enriquecer e dominar outros, está, constantemente, em contato com a natureza e com outros povos, transformando-os e interagindo com eles. Assim ocorreu com o povo de Israel e seus vizinhos e com os primeiros cristãos. Na sua vida diária, estes indivíduos agiram em e sobre um dado espaço, e esta relação constante com a geografia, no seu sentido lato, foi um elemento importante no desenrolar da história Sagrada. Ao estudarmos a Bíblia devemos, portanto, se possível, procurar ter sempre à mão mapas e livros que nos apresentem informações sobre a geografia humana, econômica, física e política do Mundo Bíblico.
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MISSIOLOGIA
Uma Obra Missionária Na Vida do Apóstolo São Paulo.
Trabalho segundo a exigência da matéria de missologia, ensinada no Seminário de Teologia Emanuel. Orientador professor Anderson.
Por: Anderson Dias Meyer
Sumário
Introdução
I. Missões
1.1. O Que é Missões ?
1.2. O Termo de Missões.
1.3. Quem é Missionário ?
1.4. Quem Faz Missões ?
1.5.Para Que Missões ?
II. Separação para a Obra.
2.1. O Lançamento da Obra Missionária, ( Atos 13:1-3 ).
2.2. O Início do Trabalho Missionário, ( Atos 13:13-15 ).
2.3. A Mensagem Missionária.
III. A Chamada Missionária.
3.1. A Chamada Missionária.
3.2. Antioquia da Síria.
3.3.A Igreja em Antioquia.
IV. As Viagem Missionária De Paulo.
4.1. Primeira viagem Missionária.
4.2. Segunda viagem Missionária.
4.3. Terceira viagem Missionária.
4.4. Quarta viagem Missionária.
V. Mapas Sobre as Viagens Missionária de Paulo.
Mapas .
1. Mapa sobre a Primeira Viagem de Paulo.
2. Mapa sobre a Segunda Viagem de Paulo.
3. Mapa sobre a Terceira Viagem de Paulo.
4. Mapa sobre de Paulo a Roma.
Conclusão
Bibliografia
Introdução
Todos nós entendemos que a obra de Missões é uma obra de equipe. Não é feita isoladamente, mas é uma obra onde muitos são os que colaboram para a sua realização.
O autor arquiteto é Deus, mas muitos são os que ele chama e desperta para a realização de tão magna obra. A uns desperta para o sustento: as igrejas patrocinadora. As juntas e funcionários são a parte que delibera para que a obra tenha continuidade. Por último, os missionários os executores, que, vocacionados e despertados antes as necessidades de um mundo sem Cristo, são preparados e enviados aos campos de missões.
Missões é o amor de Deus em ação no mundo. Deus ama os pecadores e quer salvá-lo por meio de Jesus ( Jo 3:16 ). A encarnação e a morte de Jesus na cruz dá a igreja o modelo da tarefa missionária, ao mesmo tempo que mostra a importância de missões no coração de Deus. A obra missionária é importante para Deus, pois é o meio de missões de Jesus será conhecida e será aceito em todas as nações da terra ( Ef 6:19,20 ).
A chamada de Deus na vida de Paulo era para expandir o evangelho ( At 13:2 ). É de notar que os homens chamados por Deus para obra missionária era os mais capazes da igreja. Paulo e Barnabé foram chamados a obra missionária é enviados pela a igreja de Antioquia. As características dessa obra estão descrita em Atos 9:15; 13:5; 22:14, 15, 21, e 26:16-18. Paulo tinha certeza da chamada para fazer a vontade de Deus.
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I. Missões
É o projeto de Deus para o resgate das nações. É de inteira responsabilidade da igreja anunciar a Salvação através da fé em Jesus Cristo.
1.1. O Que é Missões ?
Ao conhecermos o nosso Deus, por meio de Jesus, e estudarmos a sua Palavra, descobrimos que a iniciativa missionária é dEle.
Respondendo então á primeira pergunta: O Que é Missões ? podemos dizer que ( conforme a Bíblia ) missões é obedecer á vontade de Jesus, levando a mensagem do Evangelho a todos os povos, nações e criaturas, fazendo discípulos e plantando igrejas, agindo somente no poder e orientação do Espírito Santo.
Podemos ver este princípios dirigindo a vida dos apóstolos no primeiro século, especialmente a vida de Paulo. O livro de Atos é a narração do primeiro período missionário.
1.2. O Termo de Missões.
Missões é uma palavra latina MISSIO – Ato de enviar. Função ou poder que se confere a alguém para fazer algo. MITTO – Eu envio – alguém enviado autorizadamente. MISSUS + MITTO = Missionário.
“ Missões ” é um termo especializado desenvolvido na prática teológica das igrejas cristãs. Esta expressão é mais técnica e refere-se ao envio de pessoas autorizadas para além das fronteiras da igreja para proclamar o evangelho de Jesus visando a conversão de pessoas para estabelecer e multiplicar congregações locais que irão cultivar o cristianismo nesta comunidade.
A atividade missionária deve incluir aquilo que a igreja deve realizar como continuadora da missão de Jesus e do seu Espírito. Assim, as ações missionárias pretendem levar a todo os seres humano e povos a fé, a liberdade, a Salvação e a paz em Jesus Cristo.
1.3. Quem é Missionário ?
O missionário é aquele que sentiu a chamada divina, chamada para ir e anunciar a mensagem de Salvação a todos os povos e respondendo afirmativamente em obediência a este chamado. É um mensageiro divino. Um embaixador de Cristo em outras terras.
1.4. Quem Faz Missões ?
No Novo Testamento Jesus entregou a obra missionária á sua igreja. Esta implícito que ele deu a tarefa á igreja toda. Entenda isso, é muito importante! Missões é a tarefa da família de Deus, do seu povo. A tarefa é tão grande e tão desafiadora que implica a inclusão de todos os crentes, nenhuma igreja pode omitir-se, nenhum crente pode negar sua responsabilidade. Seguindo este pensamento de missões é igreja que esteja com esta visão e objetiva está cumprindo as benção de Deus.
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1.5. Para Que Missões ?
Missões existe para levar Cristo á todas as pessoas fazendo-as crer que Ele é o eterno e suficiente Salvador. Existe missões porque há um mundo carente e necessitado de todo o amor de Deus. A Bíblia nos diz em Rm 10:10-17. “ Como pois invocarão aquele em que não creram ? E como crerão naquele de quem não ouviram ? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus ”.
Missões para os crentes pregarem a Cristo para todas as pessoas de todo o mundo. Existem missões porque há um mundo carente e necessitado do amor de Deus. As verdades do evangelho precisam ser anunciadas.
II. Separação para a Obra.
A realização da obra missionária cumpre a grande comissão de Jesus. Em todo tempo o Senhor determinou a seus seguidores que levassem o evangelho às nações, mas a ênfase nos últimos encontros faz pensar que Jesus queria realmente impressioná-los. A igreja descuidava do dever para com o seu Senhor. Em Antioquia, o Espírito deu a partida para a grande obra.
2.1. O Lançamento da Obra Missionária, ( Atos 13:1-3 ).
A igreja em Antioquia nasceu do testemunho de crentes da dispersão. A princípios, eles só anunciavam o evangelho aos judeus. Mas alguns quebraram esse círculo, e pregaram a não-judeus também, acontecendo a conversão de muitas pessoas nessa cidade da Síria. Barnabé e Saulo foram para lá mandados pela igreja de Jerusalém. Durante um ano inteiro reuniram-se naquela igreja, instruíram muita gente ( At 11:26 ), o trabalho cresceu, os crentes também, e a igreja tornou-se a iniciadora da grande obra de missões aos gentios.
Missões é obra da igreja. A igreja assume suas responsabilidades e cumpre seu dever. A igreja busca a direção de Deus a respeito de seu ministério a partir de agora. Seus líderes envolvem-se inteiramente na obra.
Quando a igreja tem uma desenvolvida consciência missionária, ela separa o melhor em recursos humanos e materiais, e os entrega alegremente para a evangelização do mundo.
Missões é obra primeiramente espiritual. Há dimensões sociais e educacionais na obra, mas tudo isso visa ao levantamento espiritual da gente-alvo da ação missionária. Missões lida com valores espirituais, comunica palavras espirituais, e luta contra poderes espirituais.
O Espírito Santo conhece os campos e suas necessidades, os indivíduos e suas carências. Ele conhece os crentes disponíveis para a obra. Ele chama. A igreja não escolhe os missionários que quis. Ela separou aqueles que o Espírito já chamara. Os missionários vão aos campos enviados pelo o Espírito, e sob influência, autoridade e influência dele.
2.2. O Início do Trabalho Missionário, ( Atos 13:13-15 ).
Tendo saída de Antioquia da Síria, os missionários viajaram por mar e entraram em Chipre por Salamina. Essa ilha, terra natal de Barnabé, era o ponto geográfico do mundo
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pagão mais próximo das regiões onde a igreja já se instalara, excelente campo de abertura da viagem missionária.
Em cada cidade onde chegam, visitam em primeiro lugar as sinagogas dos judeus. Cumprem o mandamento de Jesus de anunciar o evangelho primeiro aos judeus. Na sinagoga, segundo a tradição, oferecia-se a palavra aos visitantes, caso tivesse algo a dizer. Paulo sempre tinha. Em Antioquia, ele inicia sua mensagem missionária.
2.3. A Mensagem Missionária.
Sua mensagem distinta foi – O EVANGELHO ! As boas Novas ! o Salvador havia aparecido no mundo. Lc 2:10. O evangelho anunciado por Jesus em Nazaré., Lc 4:18. O que Paulo anunciou aos Coríntios , I Co 1:17 e I Co 15:1-4. Cristo morreu… Cristo foi sepultado… Cristo foi ressuscitado… e Cristo foi visto por discípulos e por centenas de amigos., I Co 15:6.
Paulo sempre anunciou a morte de Cristo, e sua ressurreição. Desta mensagem jamais se envergonhou, Rm 1:16. Avisou a todos que outro evangelho não existe, Gl 1:6-8.
Paulo e os demais pregadores pregavam de maneira “ dogmática ”. era um evangelismo direto e pessoal, de coração a coração. Os resultados eram os maiores de todos os tempos. Em todo o mundo é a única mensagem que produz resultados positivos. Todos os avivamento, quer na Europa, na Ásia, América do Norte ou do Sul, ou mas distantes ilhas do Pacífico, são resultado dessa mensagem.
No capítulo 13 de Atos dos Apóstolos, aprendemos o seguinte, a respeito do trabalho missionário:
1. É obra da igreja – “ Na igreja em Antioquia ” (v.1).
2. Nasce em ambiente espiritual – “ Enquanto eles ministravam perante o Senhor, e jejuavam ” (v.2).
3. Tem a direção do Espírito – “ Disse o Espírito Santo: Separai-me… enviados pelo Espírito Santo ” (v.2,4).
4. Aproveita todas as oportunidades – “ Se tendes alguma palavra… falai… então Paulo se levantou e … disse ” (v.15,16).
5. Proclama a mensagem de Jesus – “ Varões israelitas… realizo uma obra em vossos dias ” (v.16-41).
6. Dá resultados positivos – “ Rogavam que estas palavras lhes fossem repetidas ” (v.42).
7. Atrai pessoas para a Palavra – “ Reuniu-se quase toda a cidade ” (v.44).
8. Provoca oposição – “ Os judeus… contradiziam ” (v.45).
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9. Produz alegria – “ Os Gentios, ouvindo isto, alegravam-se ” (v.48).
10. Glorifica a Deus – “ Glorificam a Palavra do Senhor ” (v.48).
III. A Chamada Missionária.
O Espírito Santo conduz a obra missionária. Ele fala com autoridade à igreja. O Espírito Santo conhece os campos e suas necessidades, os indivíduos e suas carências. Ele conhece os crentes disponíveis para a obra.
3.1. A Chamada Missionária.
Barnabé e Saulo ensinaram aos cristãos de origem gentílica, durante um ano (11:26). Na época, houve uma seca devastadora na Palestina, o que ocasionou uma grande fome, e os irmãos em Jerusalém enfrentavam dificuldades financeiras, ocasião em que a Igreja gentia levantou uma oferta, para socorrer os necessitados da Judéia (11:27-30).
Lucas abre um parêntese em sua narrativa, para registrar o que aconteceu nessa época em Jerusalém (Atos 12): O martírio de Tiago, irmão de João, a prisão de Pedro e sua libertação miraculosa, em resposta à oração daqueles irmãos, e a morte de Herodes Agripa I. em seguida, retorna à história da igreja em Antioquia da Síria e menciona a primeira viagem missionária de Paulo.
3.2. Antioquia da Síria.
Também conhecida como Antioquia do Orontes, devido o rio em cujas proximidades ela se situava. Não deve ser confundida com a Antioquia da Pisídia (Atos 13:14). Era uma das dezesseis cidades fundadas por Seleuco I, por volta de 310 a.C., e cujos nomes foram dados em homenagem a seu pai, Antíoco. Era a terceira cidade do Império romano. Só perdia em importância para Roma e Alexandria. Foi conquistada por Pompeu, em 64 a.C., e passou a ser a capital da Síria, que se tornou uma província romana. Distava 500 quilômetros de Jerusalém e gozava de posição estratégica favorável para as missões, pois localizava-se na divisa entre os dois mundos culturais da época: o Grego e Semita.
3.3. A Igreja em Antioquia.
Muitos haviam se convertido e o Cristianismo havia conquistado pessoas ilustres da sociedade: “ Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo ” (Atos 13:1).
Dos nomes acima mencionados, dois foram escolhidos para a obra missionária: Barnabé e Saulo. O interessante é que o Espírito Santo escolhe o melhor para as missões. A
igreja em Antioquia da Síria certamente sentiu falta dos serviços que eles prestavam, mas, no entanto, os enviou. Certamente, contava com o trabalho deles ainda por muito tempo.
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IV. As Viagem Missionária De Paulo.
Disse Henrietta C. Mears: “ O maior empreendimento do mundo são as missões estrangeiras, e aqui temos o início dessa grande obra. A idéia originou-se exatamente como devia: numa reunião de oração ”.
4.1. Primeira viagem Missionária.
Capítulos de Atos 13:4 a 14:28.
Data: 46 a 48.
Período: + / - 3 anos
Participantes: Barnabé, Saulo, João Marcos.
Itinerário: Antioquia da Síria até a Ásia Menor.
a) A partida (13:4). O ponto de partida da primeira viagem de Paulo foi Antioquia da Síria (Atos 13:1-4). Barnabé e Marcos o acompanharam. Selêucia era uma cidade portuária, onde Paulo e seus companheiros embarcaram.
b) A campanha de Chipre. Chipre era a terra natal de Barnabé (Atos 4:36), região das primeiras atividades missionárias de Paulo. Em Salamina, anunciaram a Palavra de Deus nas sinagogas (Atos 13:4,5). Depois, atravessaram a ilha até o outro extremo dela, chegando a Pafos (13:6-12), onde o apóstolo dos gentios pregou para o procôsul sérgio Paulo e enfrentou Elimas, o mágico, que se opôs à pregação do evangelho. Mas a mensagem divina triunfou e o encantador ficou cego por um determinado tempo.
c) Galácia do Sul (Pisídia e Licaônia). Depois, Paulo deixou a ilha e seguiu para o continente, passando por Perge, cidade da Panfília. Marcos se assombrou com a hostilidade daquela sociedade pagã e voltou para a casa de sua mãe, em Jerusalém (13:13, 14; 12:12).na sinagoga da Antioquia da Pisídia, o apóstolo dos gentios pregou aos judeus.
Expulso de Antioquia da Pisídia, Paulo foi para Icônio (13:50; 14:1-5). Como as hostilidades eram as mesmas da cidade anterior, havendo motim tanto dos judeus como dos gentios, foram para a região da Licaônia, e fundaram igrejas em Listra e Derbe.
A atividade missionária de Paulo em Listra resultou na cura de um coxo (14:8-10). Isso chamou a atenção das multidões, onde o apóstolo dos gentios aproveitou para anunciar a Palavra de Deus. Os judeus de Antioquia da Pisídia e de Icônio o atacaram, e ele foi arrastado da cidade, quase morto (14:19).
d) Fim da primeira viagem. Depois disso, Paulo e Barnabé foram para Derbe (14:20). De lá, retornaram ao ponto de partida, confirmando as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia (14:22) e estabelecendo pastores nativos em cada uma delas (14:23). Essa primeira viagem começou em 46 e terminou em 48 d.C. e ocupa os capítulos 13 e 14 de Atos.
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4.2. Segunda viagem Missionária.
Capítulos de Atos 15:36 a 18:22.
Data: 51 a 53.
Período: + / - 3 anos
Participantes: Paulo, Sílas, Timóteo em Listra e Lucas em Troas.
Itinerário: Antioquia da Síria, Ásia Menor e Europa.
a) Paulo e Barnabé se separam. Depois do Concílio de Jerusalém, Paulo resolveu empreender outra viagem. Era a Segunda, com dois objetivos: visitar as igrejas que ele fundara durante a sua primeira missão e abrir novos campos de trabalho. Barnabé queria levar seu sobrinho Marcos, mas o apóstolo dos gentios não concordou com a idéia, pois aquele jovem havia voltado do meio do caminho, na vez de anterior. Isso foi motivo para se separarem, apesar de terem continuado amigos.
b) Visitando as igrejas. Paulo e Silas partiram de Antioquia da Síria, de onde havia uma estrada que ia até Tarso e Ásia Menor. Portanto, nessa Segunda viagem, o apóstolo dos gentios viajou por terra, atravessou a Cilícia, região onde se situava Tarso, sua terra natal, (não há registro de que ele tenha realizado trabalhos missionários em sua cidade) , e seguiu direto para Derbe, Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia, afim de fortalecer as igrejas.
Em Listra, encontrou Timóteo e levou-o também. Os três atravessam a região frígio-gálacia (região norte da Galácia) onde são “impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia” (Atos 16:6). Seguiram para Mísia e tentaram ir a Bitínia, “mas o Espírito de Jesus não permitiu” (Atos 16:7). Então, partiram para Trôade (16:8).
c) Trôade e Neápolis. Antiga Trôia da Ilíada de Homero. Nessa cidade, Paulo teve uma visão em que alguém lhe dizia: “Passa à Macedônia e ajuda-nos!” (16:9). Nessa localidade, Lucas se juntou à comitiva (16:10).navegaram para Neápolis, durante dois dias de viagem, e chegaram a Filipos.
d) Filipos. Colônia romana e uma das principais cidades da Macedônia. Com essa visita, Paulo fundou a primeira igreja européia. Ao entrar, assim, neste continente, ele se deparou com outra realidade. Os romanos seriam uma nova experiência para o seu apostolado.
Nessa cidade, ele organizou uma igreja na casa de Lídia, vendedora de púrpura (16:14, 15). Nessa ocasião, libertou uma adivinha da opressão maligna e foi, por isso, para a cadeia, juntamente com Silas. O resultado foi a conversão do carcereiro (16:33, 34). Os direitos dos dois, como cidadão romanos, foram desrespeitados de lá, partiram para Tessalônica, passando por Anfípolis e Apolônia (17:1).
e) Tessalônica e Beréia. Tessalônica era a principal cidade de Macedônia. Sua população era constituída de gregos, romanos e judeus. Como de costume, o apóstolo procurou uma
8.
sinagoga, para iniciar seu trabalho. Paulo só ficou três semanas nessa localidade, por causa da perseguição (17:2, 5). De lá, partiu para Beréia (v. 10).
Os berianos foram mais receptivos que os tessalonicenses e Paulo, na sinagoga, anunciou o Evangelho do Senhor Jesus. Como Beréia estava próxima de Tessalônica, não demorou muito, para que os mesmos judeus, os quais perseguiram o apóstolo, viessem também para aquela cidade. Assim, ele saiu às pressas e sozinho, indo para Atenas, deixando Silas e Timóteo naquela localidade (17:13 - 15).
f) Atenas. Paulo navegou para Atenas, o centro cultural do mundo grego. Lá, pregou para os filósofos estóicos e epicureus (duas escolas filosóficas muito em voga nos dias do apóstolo), e fundou uma igreja, como resultado dessa pregação, mas com um grupo muito pequeno.
De Atenas, partiu para Corinto (18:1). A maneira como Paulo descreveu o estado psicológico em que se encontrava, ao chegar naquela cidade (1 Co 2:1-5), mostra que a sua emoção ia além das palavras de Lucas, em Atos 17:32, 33.
g) Corinto. Era a capital da Grécia, naqueles dias, com uma população de, aproximadamente, 500 mil habitantes. Paulo permaneceu ali durante um ano e meio, onde ensinou a Palavra de Deus (18:11). Morou na casa de Áquila (judeu do Ponto e expulso de Roma, por determinação de Cláudio) e Priscila, sua mulher.
De Corinto, em 52 d.C., ele escreveu 1 Tessalonicenses (1 Ts 3:6). Em menos de um ano, ele enviou a Segunda carta para a mesma igreja.
De lá, foi para Cencréia, cidade portuária, de onde partiu para sua base (Atos 18:18), com breve parada em Éfeso, navegando, em seguida, rumo a Cesaréia, de onde seguiu para Jerusalém e depois Antioquia da Síria (18:22). É o fim da sua Segunda viagem.
4.3. Terceira viagem Missionária.
Capítulos de Atos 18:23 a 21:17.
Data: 54 a 58.
Período: + / - 4 anos
Participantes: Paulo, Lucas, Timóteo e Erasto.
Itinerário: Antioquia da Síria, Ásia Menor e Europa.
a) Éfeso. Paulo começou a terceira viagem a partir de Antioquia da Síria, como fez nas duas primeiras (At 13:2-4; 15:35-40; 18:23). Lucas omitiu detalhes dessa trajetória, até chegar a Éfeso.
9.
1. Localização. Capital da Ásia Menor, era a cidade mais importante da região, pois localizava-se no cruzamento das rotas comerciais. Nela, encontrava-se o templo da deusa Diana, chamada pelos romanos de Ártemis, uma das sete maravilhas do mundo antigo.
2. Primeiros discípulos em Éfeso. Por essa cidade havia passado Apolo (18:24) que foi instruído por Áquila (18:26). Paulo encontrou nela um grupo de 12 novos convertidos, que conheciam apenas o batismo de João (19:1-7).
a) Regresso de Paulo. Novamente, Paulo viaja para Corinto, onde passou três meses (20:3). Aos coríntios ele escreveu duas cartas. De Éfesio, a primeira; e a Macedônia, asegunda.
Nessa a carta aos Romanos, em 58 d.C., e a irmã Febe, de Cencréia, foi a portadora (Rm 16:1).
Na volta para Antioquia da Síria, por terra, visitou as igrejas da Macedônia (20:1,2), até chegar a Mileto, depois de passar cinco dias em Filipos.
De Mileto, mandou chamar os anciãos da igreja em Éfeso, pois tinha pressa, e queria chegar o mais rápido possível a Jerusalém, para a festa de Pentecoste (20:16). Na praia local, fez o célebre discurso de despedida (20:17-38). Depois, segue para Cesaréia, passando pela Fenícia, e, em seguida, chega à Cidade Santa, onde é preso pelos judeus (Atos 21:1-8, 27-36).
4.4. Quarta viagem Missionária.
a) Paulo é preso em Jerusalém. Isso aconteceu no templo (21:27). Ele se defendeu diante do povo (21:40 - 22:21) e do Sinédrio (22:30 - 23:10). É enviado para Cesáreia, onde se apresentou diante de Félix (23:23 – 24:1-27), Festo e Agripa II (25:22-26-32).
b) Viagem para Roma. Como Paulo apelou para César (25:11; 26:32), na condição de prisioneiro romano, partiu de Cesaréia com destino a Roma (27:1-2). Foi uma viagem muito difícil. Era inverno, e o navio naufragou em Malta, onde esteve três meses (28:1-11). Até que chegou à capital do Império em 62 d.C.
c) Epístolas de Roma. Da capital do Império, escreveu as seguintes cartas: Efésio, Colossenses e Filemom, em 62 d.C.; Filipenses, em 63 d.C. Entre 67 e 68, 2 Timóteo, após o incêndio de Roma, quando estava preso pela Segunda vez, durante a sua vida condicional. Em 64 d.C., escreveu da Macedônia: 1 Timóteo e a epístola a Tito.
V. Mapas Sobre as Viagens Missionária de Paulo.
Mapas:
1. Mapa sobre a Primeira Viagem de Paulo.
2. Mapa sobre a Segunda Viagem de Paulo.
3. Mapa sobre a Terceira Viagem de Paulo.
4. Mapa sobre de Paulo a Roma.
10.
Paulo vai para a Galácia ( Primeira viagem missionária , At 13-14 ).
Enviados pela igreja de Antioquia ( At 13:1-3 ). Paulo e Barnabé foram para as cidades da Galácia, na Ásia Menor. As sinagogas judaicas naquelas cidades proporcionaram a Paulo uma oportunidade para pregar o evangelho. Algumas vezes, porém, encontrou oposição até mesmo das sinagogas.
Paulo vai para a Grécia ( Segunda viagem missionária, At 15:39-18:22 ).
Partino de Jerusalém, Paulo levou Silas consigo para visitar novamente as igrejas da Galácia. O jovem Timóteo juntou-se a eles em Listra. Juntos foram para Macedônia e Acaia, atual Grécia. Nessa viagem, o carcereiro de filipos foi salvo, os cristãos de Beréia examinavam diariamente as Escrituras ( At 17:11 ), Paulo pregou no Areópago em Atenas e então estabeleceu-se em Corinto durante um ano e meio.
11.
Ásia e Grécia são revisitadas ( Terceira viagem missionaria, At 18:23-21:16 ).
Paulo visitou as igrejas da Galácia pela terceira vez e, então, permaneceu em Éfeso por mais de dois ano. Paulo viajou novamente para a macedônia e Acaia ( Grécia ), permanecendo ali três meses. Retornou à Ásia, indo pela Macedônia. Nessa terceira viagem, Paulo escreveu 1 Coríntios em Éfeso, 2 Coríntios na Macedônia e a Epístola aos Romanos em Corinto.
Indo para Roma ( Quarta viagem de Paulo, At 27:1- 28:16 ).
Em Jerusalém, após a sua terceira viagem missionária, Paulo discutiu com os Judeus que o acusavam de profanar o templo ( At 21:26-34 ). Ele foi posto sob custódia romana em Cesaréia durante dois anos, mas, depois de apelar para César, foi enviado por navio a Roma. Depois de deixar a ilha de Creta, os companheiros de Paulo naufragaram em Malta devido a uma forte tempestade. Três meses depois, ele finalmente chegou à cidade imperial.
12.
Conclusão
Jesus disse que “o campo é o mundo” (Mt 13:38); “ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14:6). O apóstolo Paulo declara que a raça humana está condenada (Rm 3:23). Diante disso, concluímos que a evangelização não é uma alternativa, mas uma questão de vida ou morte.
O campo não é a minha cidade e nem a sua, nem o meu Estado e muito menos o seu, e nem o nosso Brasil, mas sim o mundo.
O ministério de Paulo entre os gentios, suas viagens missionárias e as epístolas escritas, o tornam o maior herói do Cristianismo. Seus exemplos devem ser seguidos pelos obreiros (1 Co 11:1) e seus ensinos obedecidos por todos os cristãos. Suas idéias continuam vivas e atuais, porque foram inspiradas pelo Espírito Santo para sua igreja em todos os tempos e épocas.
Bibliografia
SOARES, Ezequias. Lições Bíblicas Jovens e Adultos. Atos o padrão para a igreja da última hora. 3° Trimestre de 1996. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ.
Bíblia Vida Nova. Revista e Corrigida. Edição de 1995. Editora Vida Nova. São Paulo SP.
ALLAN, Denis. O Livro de Atos. 2ª edição publicada em 1998. Estudos Bíblicos São Paulo SP.
SADLER, Daniel Vieira. Apostila de Novo Testamento. Seminário Betel. Rio de Janeiro RJ.
OLSON, Miss. N. Lawrence. Apostila de Missões. Instituto Bíblico Pentecostal. Rio de Janeiro RJ.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Revista e Corrigida. Edição 1995. CPAD. Rio de Janeiro RJ.
Bíblia de Estudo Plenitude. Revista e Corrigida. Edição 1995. Brasil. Barueri, SP.
IOMAEL, Sant`Anna. Compromisso Atos dos Apóstolos. 4ª Trimestre de 1997. Editora JUERP. Rio de Janeiro RJ.
IOMAEL, Sant`Anna. Revista Atitude Atos dos Apóstolos. 4ª Trimestre de 1997. Editora JUERP. Rio de Janeiro RJ.
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03.01.08
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Saiba Quem Foram os Seguidores de Jesus
1. ANDRÉ. No dia seguinte àquele em que João Batista viu o Espírito Santo descer sobre Jesus, ele o apontou para dois de seus discípulos, e disse: “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1.36). Movidos de curiosidade, os dois deixaram João e começaram a seguir a Jesus. Jesus notou a presença deles e perguntou-lhes o que buscavam. Responderam: “Rabi, onde assistes?” Jesus levou-os à casa onde ele se hospedava e passaram a noite com ele. Um desses homens chamava-se André (Jo 1.38-40). André foi logo à procura de seu irmão, Simão Pedro, a quem disse: “Achamos o Messias…” (Jo 1.41). Por seu testemunho, ele ganhou Pedro para o Senhor.
André é tradução do grego Andreas, que significa “varonil”. Outras pistas do Evangelhos indicam que André era fisicamente forte, e homem devoto e fiel. Ele e Pedro eram donos de uma casa (Mc 1.29) Eram filhos de um homem chamado Jonas ou João, um próspero pescador. Ambos os jovens haviam seguido o pai no negócio da pesca. Eram Pescadores.
André nasceu em Betsaida, nas praias do norte do mar da Galiléia. Embora o Evangelho de João descreva o primeiro encontro dele com Jesus, não o menciona como discípulo até muito mais tarde (Jo 6.8). O Evangelho de Mateus diz que quando Jesus caminha junto ao mar da Galiléia, ele saudou a André e a Pedro e os convidou para se tornarem discípulos (Mt 4.18,19). Isto não contradiz a narrativa de João; simplesmente acrescenta um aspecto novo. Uma leitura atenta de João 1.35-40 mostra-nos que Jesus não chamou André e a Pedro para seguí-lo quando se encontraram pela primeira vez.
André e outro discípulo chamado Filipe apresentaram a Jesus um grupo de gregos (Jo 12.20-22). Por este motivo podemos dizer que eles foram os primeiros missionários estrangeiros da fé cristã.
Diz a tradição que André viveu seus últimos dias na Cítia, ao norte do mar negro. Mas um livreto intitulado: Atos de André (provavelmente escrito por volta do ano 260 dC) diz que ele pregou primariamente na Macedônia e foi martirizado em Patras. Diz ainda, que ele foi crucificado numa cruz em forma de “X”, símbolo religioso conhecido como Cruz de Sto André.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Pregou na Cítia, na Ásia Menor e na Grécia.
• Crucificado em Patras, na Acaia.
• De acordo com Atos de André (livro apócrifo) André pregou em Epiro, Trácia, Galácia, Bitmia, Cítia, Danúbio e Acaia.
• Realizou exorcismos, curou doentes e interrompeu tempestades.
2. BARTOLOMEU (Natanael). Falta-nos informação sobre a identidade do Apóstolo chamado Bartolomeu. Ele só é mencionado na lista dos apóstolos. Além do mais, enquanto os Evangelhos sinóticos concordam em que seu nome era Bartolomeu, João o dá como Natanael (Jo 1.45). Crêem alguns estudiosos que Bartolomeu era o sobrenome de Natanael.
A palavra aramaica bar significa “filho”, por isso o nome Bartolomeu significa literalmente, “filho de Talmai”.
A Bíblia não identifica quem foi Talmai.Supondo que Bartolomeu e Natanael sejam a mesma pessoa, o Evangelho de João nos proporciona várias informações acerca de sua personalidade. Jesus chamou Natanael de “israelita em quem não há dolo” (Jo 1.47). Diz a tradição que ele serviu como missionário na Índia e que foi crucificado de cabeça para baixo.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
Foi martirizado depois de seu ministério na Armênia
• Muitas tradições de Bartolomeu são preservadas em obras apócrifas como o “Evangelho de Bartolomeu”
• Acompanhou Filipe a Hierápolis.
3. TIAGO (MENOR) - Filho de Alfeu. Os Evangelhos fazem apenas referências passageiras a Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Lc 6.15). Muitos estudiosos crêem que Tiago era irmão de Mateus, visto a Bíblia dizer que o pai de Mateus também se chamava Alfeu (Mc 2.14). Outros crêem que este Tiago se identificava como “Tiago, o Menor”, mas não temos prova alguma de que esses dois nomes se referiam ao mesmo homem (Mc 15.40). Se o filho de Alfeu era, deveras, o mesmo homem Tiago, o Menor, talvez ele tenha sido primo de Jesus (Mt 27.56; Jo 19.25). Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que este discípulo trazia uma estreita semelhança física com Jesus, o que poderia explicar por que Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite em que foi traído. (Mc 14.43-45; Lc 22.47-48). Diz as lendas que ele pregou na Pérsia e aí foi crucificado. Mas não há informações concretas sobre sua vida, ministério posterior e morte.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Confundido muitas vezes com Tiago, irmão de Jesus, na tradição da Igreja Primitiva.
• Possivelmente desenvolveu seu ministério na Síria.
• Foi bispo de Jerusalém, após o martírio de Tiago Maior, em 42.
• Dirigiu a igreja de Jerusalém até o ano de 62.
• Segundo os historiadores Hegesipo, Clemente de Alexandria e Flavius Josephus, Tiago teria sido condenado durante a perseguição dos cristãos na Palestina, ele se recusou a denunciar os cristãos e foi apedrejado e pisoteado até a morte, por ordem do Conselho do Templo, o Sinédrio, em 62.
• O Proto-Evangelho de Tiago é o texto mais antigo a falar da infância de Jesus. Muitos estudiosos acreditam que estes textos são uma versão hebraica anterior aos evangelhos canônicos.
• O Proto-Evangelho de Tiago mereceu consideração dos patriarcas da Igreja: Orígenes, Clemente e Pedro de Alexandria, Justino e Epifâneo, todos consideravam e recomendavam esses escritos.
• Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que Tiago Menor tinha uma estreita semelhança física com Jesus, o que explicaria porque Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite da traição.
4. TIAGO (MAIOR) - Filho de Zebedeu. Depois que Jesus convocou a Simão Pedro e a seu irmão André, ele caminhou um pouco mais ao longo da praia da Galiléia e convidou a “Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes” (Mc 1.19). Tiago e seu irmão responderam imediatamente ao chamado de Cristo. Ele foi o primeiro dos doze a sofrer a morte de mártir. O rei Herodes Agripa I ordenou que ele fosse executado ao fio da espada (At 12.2). A tradição diz que isto ocorreu no ano 44 dC, quando ele seria ainda bem moço.
Os Evangelhos nunca mencionam Tiago sozinho; sempre falam de “Tiago e João”. Até no registro de sua morte, o livro de Atos refere-se a ele como “Tiago, irmão de João” (At 12.2) Eles começaram a seguir a Jesus no mesmo dia, e ambos estiveram presentes na Transfiguração (Mc 9.2-13). Jesus chamou a ambos de “filhos do trovão” (Mc 3.17).
A perseguição que tirou a vida de Tiago infundiu novo fervor entre os cristãos (At 12.5-25). Herodes Agripa esperava sufocar o movimentos cristão executando líderes como Tiago. “Entretanto a Palavra do Senhor crescia e se multiplicava” (At 12.24).As tradições afirmam que ele foi o primeiro missionário cristão na Espanha.
INFORMAÇÃO BÍBLICA:
• Executado por Herodes Agripa I.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Depois da ascensão de Jesus, Tiago Maior pregou o evangelho em Jerusalém e em toda a Palestina. Então, teria ido à Espanha, onde passou seis anos. Ao final desse período teria retornado à Palestina, onde foi o primeiro bispo de Jerusalém.
• As tradições preservadas no evangelho dos Ebionitas, evangelho dos Hebreus, elevações de Tiago, estão associados a Tiago Maior.
• Preso e decapitado, considerado o primeiro mártir entre os apóstolos.
• Seu corpo foi sepultado em Jerusalém ou na Espanha.
5. JOÃO. Felizmente, temos considerável informação acerca do discípulo chamado João. Marcos diz-nos que ele era irmão de Tiago, filho de Zebedeu (Mc 1.19). Diz também que Tiago e João trabalhavam com “os empregados” de seu pai (Mc 1.20).
Alguns eruditos especulam que a mãe de João era Salomé, que assistiu a crucificação de Jesus (Mc 15.40). Se Salomé era irmã da mãe de Jesus, como sugere o Evangelho de João (Jo 19.25), João pode ter sido primo de Jesus.
Jesus encontrou a João e a seu irmão Tiago consertando as redes junto ao mar da Galiléia. Ordenou-lhes que se fizessem ao largo e lançassem as redes. arrastaram um enorme quantidade de peixes - milagre que os convenceram do poder de Jesus. “E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram” (Lc 5.11) Simão Pedro foi com eles.
João parece ter sido um jovem impulsivo. Logo depois que ele e Tiago entraram para o círculo íntimo dos discípulos de Jesus, o Mestre os apelidou de “filhos do trovão” (Mc 3.17). Os discípulos pareciam relegar João a um lugar secundário em seu grupo. Todos os Evangelhos mencionavam a João depois de seu irmão Tiago; na maioria das vezes, parece, Tiago era o porta-voz dos dois irmãos. Paulo menciona a João entre os apóstolos em Jerusalém, mas o faz colocando o seu nome no fim da lista (Gl 2.9).
Muitas vezes João deixou transparecer suas emoções nas conversas com Jesus. Certa ocasião ele ficou transtornado porque alguém mais estava servindo em nome de Jesus. “E nós lho proibimos”, disse ele a Jesus, “porque não seguia conosco” (Mc 9.38). Jesus replicou: “Não lho proibais… pois quem não é contra a nós, é por nós” (Mc 9.39,40). Noutra ocasião, ambiciosos, Tiago e João sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória. Esta idéia os indispôs com os outros discípulos (Mc 10.35-41).
Mas a ousadia de João foi-lhe vantajosa na hora da morte e da ressurreição de Jesus. Jo 18.15 diz que João era ” conhecido do sumo sacerdote”. Isto o tornaria facilmente vulnerável à prisão quando os aguardas do sumo sacerdote prenderam a Jesus. Não obstante, João foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, e Jesus entregou-lhe sua mãe aos seus cuidados (Jo 19.26-27). Ao ouvirem os discípulos que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro. Contudo, ele deixou que Pedro entrasse antes dele na câmara de sepultamento (Jo 20.1-4,8).
Se João escreveu, deveras, o quarto Evangelhos, as cartas de João e o Apocalipse, ele escreveu mais texto do NT do que qualquer dos demais apóstolos. Não temos motivo para duvidar de que esses livros não são de sua autoria.Diz a tradição que ele cuidou da mãe de Jesus enquanto pastoreou a congregação em Éfeso, e que ela morreu ali. Preso, foi levado a Roma e exilado na Ilha de Patmos. Acredita-se que ele viveu até avançada idade, e seu corpo foi devolvido a Éfeso para sepultamento.
INFORMAÇÃO BÍBLICA:
• Participou da cura do coxo na porta do templo.
• Acompanhou o trabalho de Filipe em Samaria.
• Foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz de Cristo, nessa ocasião, Jesus pediu a ele que cuidasse da sua mãe.
• Exilado, já no fim da vida, na ilha de Patmos.
• Escreveu um evangelho, três epístolas e o Apocalipse.
• De todos os 12 apóstolos, João foi o mais destacado teólogo.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Serviu em Éfeso.
• Tomou conta de Maria, mãe de Jesus, em Éfeso, durante o reinado de Trajano.
• Repreendeu Cerinto, gnóstico da Igreja Primitiva.
• Sofreu morte natural em Éfeso no ano 100 d.C.
• Os primeiros fragmentos dos escritos de João foram encontrados em papiros no Egito, datando do começo do segundo século.
• Jerônimo, teólogo do Quarto século conta sobre um ancião chamado João que era carregado para as reuniões da Igreja em Éfeso. Sem forças para pregar, ele limitava-se a dizer: “meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”.
• Irineu, bispo de Lyon no fim do segundo século, escreveu que João refutava os heréticos.
6. JUDAS (Tadeu?)- Não o Iscariotes. João refere-se a um dos discípulos como “Judas, não o Iscariotes” (Jo 14.22). Não é fácil determinar a identidade desse homem.
O NT refere-se a diversos homens com o nome de Judas - Judas Iscariotes; Judas, irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3); Judas, o galileu (At 5.37) e Judas, não o Iscariotes. Evidentemente, João desejava evitar confusão quando se referia a esse homem, especialmente porque o outro discípulo chamado Judas não gozava de boa fama.
Mateus e Marcos referem-se a esse homem como Tadeu (Mt 10.3; Mc 3.18). Lucas o menciona como “Judas, filho de Tiago” (Lc 6.16; At 1.13).Não sabemos ao certo quem era o pai de Tadeu.
O Historiador Eusébio diz que Jesus uma vez enviou esse discípulo ao rei Abgar da Mesopotâmia a fim de orar pela sua cura. Segundo essa história, Judas foi a Abgar depois da ascensão de Jesus, e permaneceu para pregar em várias cidades da Mesopotâmia. Diz outra tradição que esse discípulo foi assassinado por mágicos na cidade de Suanir, na Pérsia. O mataram a pauladas e pedradas.
7. JUDAS ISCARIOTES. Todos os Evangelhos colocam Judas Iscariotes no fim da lista dos discípulos de Jesus. Sem dúvida alguma isso reflete a má fama de Judas como traidor de Jesus.
A Palavra aramaica Iscariotes literalmente significa “homem de Queriote”. Queriote era uma cidade próxima a Hebrom (Js 15.25). Contudo, João diz-nos que Judas era filho de Simão (Jo 6.71). Se Judas era, de fato, natural desta cidade, dentre os discípulos, ele era o único procedente da Judéia. Os