03.01.08

SAIBA QUEM FORAM OS SEGUIDORES DE JESUS

Posted in Sem Categoria at 22:31 de andersson

Saiba Quem Foram os Seguidores de Jesus

1. ANDRÉ. No dia seguinte àquele em que João Batista viu o Espírito Santo descer sobre Jesus, ele o apontou para dois de seus discípulos, e disse: “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1.36). Movidos de curiosidade, os dois deixaram João e começaram a seguir a Jesus. Jesus notou a presença deles e perguntou-lhes o que buscavam. Responderam: “Rabi, onde assistes?” Jesus levou-os à casa onde ele se hospedava e passaram a noite com ele. Um desses homens chamava-se André (Jo 1.38-40). André foi logo à procura de seu irmão, Simão Pedro, a quem disse: “Achamos o Messias…” (Jo 1.41). Por seu testemunho, ele ganhou Pedro para o Senhor.

André é tradução do grego Andreas, que significa “varonil”. Outras pistas do Evangelhos indicam que André era fisicamente forte, e homem devoto e fiel. Ele e Pedro eram donos de uma casa (Mc 1.29) Eram filhos de um homem chamado Jonas ou João, um próspero pescador. Ambos os jovens haviam seguido o pai no negócio da pesca. Eram Pescadores.

André nasceu em Betsaida, nas praias do norte do mar da Galiléia. Embora o Evangelho de João descreva o primeiro encontro dele com Jesus, não o menciona como discípulo até muito mais tarde (Jo 6.8). O Evangelho de Mateus diz que quando Jesus caminha junto ao mar da Galiléia, ele saudou a André e a Pedro e os convidou para se tornarem discípulos (Mt 4.18,19). Isto não contradiz a narrativa de João; simplesmente acrescenta um aspecto novo. Uma leitura atenta de João 1.35-40 mostra-nos que Jesus não chamou André e a Pedro para seguí-lo quando se encontraram pela primeira vez.

André e outro discípulo chamado Filipe apresentaram a Jesus um grupo de gregos (Jo 12.20-22). Por este motivo podemos dizer que eles foram os primeiros missionários estrangeiros da fé cristã.

Diz a tradição que André viveu seus últimos dias na Cítia, ao norte do mar negro. Mas um livreto intitulado: Atos de André (provavelmente escrito por volta do ano 260 dC) diz que ele pregou primariamente na Macedônia e foi martirizado em Patras. Diz ainda, que ele foi crucificado numa cruz em forma de “X”, símbolo religioso conhecido como Cruz de Sto André.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:

• Pregou na Cítia, na Ásia Menor e na Grécia.
• Crucificado em Patras, na Acaia.
• De acordo com Atos de André (livro apócrifo) André pregou em Epiro, Trácia, Galácia, Bitmia, Cítia, Danúbio e Acaia.
• Realizou exorcismos, curou doentes e interrompeu tempestades.

2. BARTOLOMEU (Natanael). Falta-nos informação sobre a identidade do Apóstolo chamado Bartolomeu. Ele só é mencionado na lista dos apóstolos. Além do mais, enquanto os Evangelhos sinóticos concordam em que seu nome era Bartolomeu, João o dá como Natanael (Jo 1.45). Crêem alguns estudiosos que Bartolomeu era o sobrenome de Natanael.

A palavra aramaica bar significa “filho”, por isso o nome Bartolomeu significa literalmente, “filho de Talmai”.

A Bíblia não identifica quem foi Talmai.Supondo que Bartolomeu e Natanael sejam a mesma pessoa, o Evangelho de João nos proporciona várias informações acerca de sua personalidade. Jesus chamou Natanael de “israelita em quem não há dolo” (Jo 1.47). Diz a tradição que ele serviu como missionário na Índia e que foi crucificado de cabeça para baixo.

INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:

Foi martirizado depois de seu ministério na Armênia
• Muitas tradições de Bartolomeu são preservadas em obras apócrifas como o “Evangelho de Bartolomeu”
• Acompanhou Filipe a Hierápolis.
3. TIAGO (MENOR) - Filho de Alfeu. Os Evangelhos fazem apenas referências passageiras a Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Lc 6.15). Muitos estudiosos crêem que Tiago era irmão de Mateus, visto a Bíblia dizer que o pai de Mateus também se chamava Alfeu (Mc 2.14). Outros crêem que este Tiago se identificava como “Tiago, o Menor”, mas não temos prova alguma de que esses dois nomes se referiam ao mesmo homem (Mc 15.40). Se o filho de Alfeu era, deveras, o mesmo homem Tiago, o Menor, talvez ele tenha sido primo de Jesus (Mt 27.56; Jo 19.25). Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que este discípulo trazia uma estreita semelhança física com Jesus, o que poderia explicar por que Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite em que foi traído. (Mc 14.43-45; Lc 22.47-48). Diz as lendas que ele pregou na Pérsia e aí foi crucificado. Mas não há informações concretas sobre sua vida, ministério posterior e morte.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Confundido muitas vezes com Tiago, irmão de Jesus, na tradição da Igreja Primitiva.
• Possivelmente desenvolveu seu ministério na Síria.
• Foi bispo de Jerusalém, após o martírio de Tiago Maior, em 42.
• Dirigiu a igreja de Jerusalém até o ano de 62.
• Segundo os historiadores Hegesipo, Clemente de Alexandria e Flavius Josephus, Tiago teria sido condenado durante a perseguição dos cristãos na Palestina, ele se recusou a denunciar os cristãos e foi apedrejado e pisoteado até a morte, por ordem do Conselho do Templo, o Sinédrio, em 62.
• O Proto-Evangelho de Tiago é o texto mais antigo a falar da infância de Jesus. Muitos estudiosos acreditam que estes textos são uma versão hebraica anterior aos evangelhos canônicos.
• O Proto-Evangelho de Tiago mereceu consideração dos patriarcas da Igreja: Orígenes, Clemente e Pedro de Alexandria, Justino e Epifâneo, todos consideravam e recomendavam esses escritos.
• Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que Tiago Menor tinha uma estreita semelhança física com Jesus, o que explicaria porque Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite da traição.
4. TIAGO (MAIOR) - Filho de Zebedeu. Depois que Jesus convocou a Simão Pedro e a seu irmão André, ele caminhou um pouco mais ao longo da praia da Galiléia e convidou a “Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes” (Mc 1.19). Tiago e seu irmão responderam imediatamente ao chamado de Cristo. Ele foi o primeiro dos doze a sofrer a morte de mártir. O rei Herodes Agripa I ordenou que ele fosse executado ao fio da espada (At 12.2). A tradição diz que isto ocorreu no ano 44 dC, quando ele seria ainda bem moço.
Os Evangelhos nunca mencionam Tiago sozinho; sempre falam de “Tiago e João”. Até no registro de sua morte, o livro de Atos refere-se a ele como “Tiago, irmão de João” (At 12.2) Eles começaram a seguir a Jesus no mesmo dia, e ambos estiveram presentes na Transfiguração (Mc 9.2-13). Jesus chamou a ambos de “filhos do trovão” (Mc 3.17).
A perseguição que tirou a vida de Tiago infundiu novo fervor entre os cristãos (At 12.5-25). Herodes Agripa esperava sufocar o movimentos cristão executando líderes como Tiago. “Entretanto a Palavra do Senhor crescia e se multiplicava” (At 12.24).As tradições afirmam que ele foi o primeiro missionário cristão na Espanha.
INFORMAÇÃO BÍBLICA:
• Executado por Herodes Agripa I.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Depois da ascensão de Jesus, Tiago Maior pregou o evangelho em Jerusalém e em toda a Palestina. Então, teria ido à Espanha, onde passou seis anos. Ao final desse período teria retornado à Palestina, onde foi o primeiro bispo de Jerusalém.
• As tradições preservadas no evangelho dos Ebionitas, evangelho dos Hebreus, elevações de Tiago, estão associados a Tiago Maior.
• Preso e decapitado, considerado o primeiro mártir entre os apóstolos.
• Seu corpo foi sepultado em Jerusalém ou na Espanha.

5. JOÃO. Felizmente, temos considerável informação acerca do discípulo chamado João. Marcos diz-nos que ele era irmão de Tiago, filho de Zebedeu (Mc 1.19). Diz também que Tiago e João trabalhavam com “os empregados” de seu pai (Mc 1.20).
Alguns eruditos especulam que a mãe de João era Salomé, que assistiu a crucificação de Jesus (Mc 15.40). Se Salomé era irmã da mãe de Jesus, como sugere o Evangelho de João (Jo 19.25), João pode ter sido primo de Jesus.
Jesus encontrou a João e a seu irmão Tiago consertando as redes junto ao mar da Galiléia. Ordenou-lhes que se fizessem ao largo e lançassem as redes. arrastaram um enorme quantidade de peixes - milagre que os convenceram do poder de Jesus. “E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram” (Lc 5.11) Simão Pedro foi com eles.
João parece ter sido um jovem impulsivo. Logo depois que ele e Tiago entraram para o círculo íntimo dos discípulos de Jesus, o Mestre os apelidou de “filhos do trovão” (Mc 3.17). Os discípulos pareciam relegar João a um lugar secundário em seu grupo. Todos os Evangelhos mencionavam a João depois de seu irmão Tiago; na maioria das vezes, parece, Tiago era o porta-voz dos dois irmãos. Paulo menciona a João entre os apóstolos em Jerusalém, mas o faz colocando o seu nome no fim da lista (Gl 2.9).
Muitas vezes João deixou transparecer suas emoções nas conversas com Jesus. Certa ocasião ele ficou transtornado porque alguém mais estava servindo em nome de Jesus. “E nós lho proibimos”, disse ele a Jesus, “porque não seguia conosco” (Mc 9.38). Jesus replicou: “Não lho proibais… pois quem não é contra a nós, é por nós” (Mc 9.39,40). Noutra ocasião, ambiciosos, Tiago e João sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória. Esta idéia os indispôs com os outros discípulos (Mc 10.35-41).
Mas a ousadia de João foi-lhe vantajosa na hora da morte e da ressurreição de Jesus. Jo 18.15 diz que João era ” conhecido do sumo sacerdote”. Isto o tornaria facilmente vulnerável à prisão quando os aguardas do sumo sacerdote prenderam a Jesus. Não obstante, João foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, e Jesus entregou-lhe sua mãe aos seus cuidados (Jo 19.26-27). Ao ouvirem os discípulos que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro. Contudo, ele deixou que Pedro entrasse antes dele na câmara de sepultamento (Jo 20.1-4,8).
Se João escreveu, deveras, o quarto Evangelhos, as cartas de João e o Apocalipse, ele escreveu mais texto do NT do que qualquer dos demais apóstolos. Não temos motivo para duvidar de que esses livros não são de sua autoria.Diz a tradição que ele cuidou da mãe de Jesus enquanto pastoreou a congregação em Éfeso, e que ela morreu ali. Preso, foi levado a Roma e exilado na Ilha de Patmos. Acredita-se que ele viveu até avançada idade, e seu corpo foi devolvido a Éfeso para sepultamento.
INFORMAÇÃO BÍBLICA:
• Participou da cura do coxo na porta do templo.
• Acompanhou o trabalho de Filipe em Samaria.
• Foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz de Cristo, nessa ocasião, Jesus pediu a ele que cuidasse da sua mãe.
• Exilado, já no fim da vida, na ilha de Patmos.
• Escreveu um evangelho, três epístolas e o Apocalipse.
• De todos os 12 apóstolos, João foi o mais destacado teólogo.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Serviu em Éfeso.
• Tomou conta de Maria, mãe de Jesus, em Éfeso, durante o reinado de Trajano.
• Repreendeu Cerinto, gnóstico da Igreja Primitiva.
• Sofreu morte natural em Éfeso no ano 100 d.C.
• Os primeiros fragmentos dos escritos de João foram encontrados em papiros no Egito, datando do começo do segundo século.
• Jerônimo, teólogo do Quarto século conta sobre um ancião chamado João que era carregado para as reuniões da Igreja em Éfeso. Sem forças para pregar, ele limitava-se a dizer: “meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”.
• Irineu, bispo de Lyon no fim do segundo século, escreveu que João refutava os heréticos.

6. JUDAS (Tadeu?)- Não o Iscariotes. João refere-se a um dos discípulos como “Judas, não o Iscariotes” (Jo 14.22). Não é fácil determinar a identidade desse homem.
O NT refere-se a diversos homens com o nome de Judas - Judas Iscariotes; Judas, irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3); Judas, o galileu (At 5.37) e Judas, não o Iscariotes. Evidentemente, João desejava evitar confusão quando se referia a esse homem, especialmente porque o outro discípulo chamado Judas não gozava de boa fama.
Mateus e Marcos referem-se a esse homem como Tadeu (Mt 10.3; Mc 3.18). Lucas o menciona como “Judas, filho de Tiago” (Lc 6.16; At 1.13).Não sabemos ao certo quem era o pai de Tadeu.
O Historiador Eusébio diz que Jesus uma vez enviou esse discípulo ao rei Abgar da Mesopotâmia a fim de orar pela sua cura. Segundo essa história, Judas foi a Abgar depois da ascensão de Jesus, e permaneceu para pregar em várias cidades da Mesopotâmia. Diz outra tradição que esse discípulo foi assassinado por mágicos na cidade de Suanir, na Pérsia. O mataram a pauladas e pedradas.

7. JUDAS ISCARIOTES. Todos os Evangelhos colocam Judas Iscariotes no fim da lista dos discípulos de Jesus. Sem dúvida alguma isso reflete a má fama de Judas como traidor de Jesus.
A Palavra aramaica Iscariotes literalmente significa “homem de Queriote”. Queriote era uma cidade próxima a Hebrom (Js 15.25). Contudo, João diz-nos que Judas era filho de Simão (Jo 6.71). Se Judas era, de fato, natural desta cidade, dentre os discípulos, ele era o único procedente da Judéia. Os habitantes da Judéia desprezavam o povo da Galiléia como rudes colonizadores de fronteira. Essa atitude pode ter alienado Judas Iscariotes dos demais discípulos.
Os Evangelhos não nos dizem exatamente quando Jesus chamou Judas pra juntar-se ao grupo de seus seguidores. Talvez tenha sido nos primeiros dias, quando Jesus chamou tantos outros (Mt 4.18-22). Judas funcionava como tesoureiro dos discípulos, e pelo menos em uma ocasião ele manifestou uma atitude sovina para com o trabalho. Foi quando uma mulher por nome Maria derramou ungüento precioso sobre os pés de Jesus. Judas reclamou: “Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários, e não se deu aos pobres?” (Jo 12.5). No versículo seguinte João comenta que Judas disse isto “não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão.
“Enquanto os discípulos participavam de sua última refeição com Jesus, o Senhor revelou saber que estava prestes a ser traído e indicou Judas como o criminoso. Disse ele a Judas: “O que pretendes fazer, faze-o depressa” (Jo 13.27). Todavia, os demais discípulos não suspeitavam do que Judas estava prestes a fazer. João relata que “como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa da Páscoa…” (Jo13.28-29).
Judas traiu o Senhor Jesus, influenciado ou inspirado pelo maligno ( Lc 22.3; Jo 13.27). Tocado pelo remorso, Judas procurou devolver o dinheiro aos captores de Jesus e enforcou-se. (Mt 27.5).
8. MATEUS. Nos tempos de Jesus, o governo romano coletava diversos impostos do povo palestino. Pedágios pra transportar mercadorias por terra ou por mar eram recolhidos por coletores particulares, os quais pagavam uma taxa ao governo romano pelo direito de avaliar esses tributos. Os cobradores de impostos auferiam lucros cobrando um imposto mais alto do que a lei permitia. Os coletores licenciados muitas vezes contratavam oficiais de menor categoria, chamados de publicanos, para efetuar o verdadeiro trabalho de coletar. Os publicanos recebiam seus próprios salários cobrando uma fração a mais do que seu empregador exigia. O discípulo Mateus era um desses publicanos; ele coletava pedágio na estrada entre Damasco e Aco; sua tenda estava localizada fora da cidade de Cafarnaum, o que lhe dava a oportunidade de, também, cobrar impostos dos pescadores.
Normalmente um publicano cobrava 5% do preço da compra de artigos normais de comércio, e até 12,5% sobre artigos de luxo. Mateus cobrava impostos também dos pescadores que trabalhavam no mar da Galiléia e dos barqueiros que traziam suas mercadorias das cidades situadas no outro lado do lago.
O judeus consideravam impuro o dinheiro dos cobradores de impostos, por isso nunca pediam troco. Se um judeu não tinha a quantia exata que o coletor exigia, ele emprestava-o a um amigo. Os judeus desprezavam os publicanos como agentes do odiado império romano e do rei títere judeu. Não era permitido aos publicanos prestar depoimento no tribunal, e não podiam pagar o dízimo de seu dinheiro ao templo. Um bom judeu não se associaria com publicanos (Mt 9.10-13).
Mas os judeus dividiam os cobradores de impostos em duas classes. a primeira era a dos gabbai, que lançavam impostos gerais sobre a agricultura e arrecadavam do povo impostos de recenseamento. O Segundo grupo compunha-se dos mokhsa era judeus, daí serem eles desprezados como traidores do seu próprio povo. Mateus pertencia a esta classe.
O Evangelho de Mateus diz-nos que Jesus se aproximou deste improvável discípulo quando ele esta sentado em sua coletoria. Jesus simplesmente ordenou a Mateus: “Segue-me!” Ele deixou o trabalho pra seguir o Mestre (Mt 9.9).
Evidentemente, Mateus era um homem rico, porque ele deu um banquete em sua própria casa. “E numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa” (Lc 5.29). O simples fato de Mateus possuir casa própria indica que era mias rido do que o publicano típico.
Por causa da natureza de seu trabalho, temos certeza que Mateus sabia ler e escrever. Os documentos de papiro, relacionados com impostos, datados de cerca de 100 dC, indicam que os publicanos eram muito eficientes em matéria de cálculos.
Mateus pode ter tido algum grau de parentesco com o discípulo Tiago, visto que se diz de cada um deles ser “filho de Alfeu” (Mt 10.3; Mc 2.14). Às vezes Lucas usa o nome Levi para referir-se a Mateus (Lc 5.27-29). Daí alguns estudiosos crerem que o nome de Mateus era Levi antes de se decidir-se a seguir a Jesus, e que Jesus lhe deu um novo nome, que significa “dádiva de Deus”. Outros sugerem que Mateus era membro da tribo sacerdotal de Levi.
De todos os evangelhos, o de Mateus tem sido, provavelmente, o de maior influência. A literatura cristã do segundo século faz mais citações do Evangelho de Mateus do qu de qualquer outro. Os pais da igreja colocaram o Evangelho de Mateus no começo do cânon do NT provavelmente por causa do significado que lhes atribuíam. O relato de Mateus desta a Jesus como o cumprimento das profecias do AT. Acentua que Jesus era o Messias prometido.
Não sabemos o que aconteceu com Mateus depois do dia de Pentecostes. Uma informação fornecida por John Foxe, declara que ele passou seus últimos anos pregando na Pártia e na Etiópia e que foi martirizado na cidade Nadabá em 60 dC. Não podemos julgar se esta informação é digna de confiança.
INFORMAÇÃO BÍBLICA:
• Escreveu o evangelho que leva seu nome.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Tradições contraditórias o situam na Etiópia, Pártia, Pérsia e na Macedônia.
• Clemente de Alexandria afirmou que Mateus não morreu violentamente.
• Fontes hebraicas afirmam que ele foi condenado à morte pelo Sinédrio.
• Outros relatos afirmam que ele foi apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia, de onde suas relíquias foram transportadas para Paestrum.
• Depois do século dois, seus supostos restos mortais foram levados para a cidade italiana de Salerno, onde estão até hoje.

9. FELIPE. O Evangelho de João é o único a dar-nos qualquer informação pormenorizada acerca do discípulos chamado Filipe. Jesus encontrou-se com ele pela primeira vez em Betânia, do outro lado do Jordão (Jo 1.28). É interessante notar que Jesus chamou a Filipe individualmente enquanto chamou a maioria dos outros em pares. Filipe apresentou Natanael a Jesus (Jo 1.45-51), e Jesus também chamou a Natanael (ou Bartolomeu) para seguí-lo.
Ao se reunirem 5 mil pessoas para ouvir a Jesus, Filipe perguntou ao Seu Senhor como alimentariam a multidão. “Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço”, disse ele (Jo 6.7). Noutra ocasião, um grupo de gregos dirigiu-se a Filipe e pediu-lhe que o apresentasse a Jesus. Filipe solicitou a ajuda de André e juntos levaram os homens para conhecê-lo (Jo 12.20-22).
Enquanto os discípulos tomavam a última refeição com Jesus, Filipe disse: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta” (Jo 14.8). Jesus respondeu que nele eles já tinham visto o Pai.
Esses três breves lampejos são tudo o que vemos acerca de Filipe. A igreja tem preservado muitas tradições a respeito de seu último ministério e morte. Segundo algumas delas, ele pregou na França; outras dizem que ele pregou no sul da Rússia, na Ásia Menor, ou até na Índia. Nada de concreto portanto.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Crucificado em Hierápolis, Ásia Menor.

10. SIMÃO PEDRO. Era um homem de contrastes. Em Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?” Ele respondeu de imediato: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16.15-16). Alguns versículos adiante, lemos: “E Pedro chamando-o à parte, começou a reprová-lo…” Era característico de Pedro passar de um extremo ao outro.

Ao tentar Jesus lavar-lhe os pés no cenáculo, o imoderado discípulo exclamou: “Nunca me lavarás os pés.” Jesus, porém, insistiu e Pedro disse: “Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça” (Jo 13.8,9).
Na última noite que passaram juntos, ele disse a Jesus: “Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!” (Mc 14.29). Entretanto, dentro de poucas horas, ele não somente negou a Jesus mas praguejou (Mc 14.71).
Este temperamento volátil, imprevisível, muitas vezes deixou Pedro em dificuldades. Mas, o ES o moldaria num líder, dinâmico, da igreja primitiva, um “homem-rocha” (Pedro significa “rocha”) em todo o sentido.
Os escritores do NT usaram quatro nomes diferentes com referência a Pedro. Um é o nome hebraico Simeon (At 15.14), que pode significar “ouvir”. O Segundo era Simão, a forma grega de Simeon. O terceiro nome era Cefas palavra aramaica que significa “rocha”. O quarto nome era Pedro, paralavra grega que significa “Pedra” ou “rocha”; os escritores do NT se referem ao discípulo com estes nomes mais vezes do que os outros três.

Quando Jesus encontrou este homem pela primeira vez, ele disse: “Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas” (Jo 1.42). Pedro e seu irmão André eram pescadores no mar da Galiléia (Mt 4.18; Mc 1.16). Ele falava com sotaque galileu, e seus maneirismos identificavam-no como um nativo inculto da fronteira da galiléia (Mc 14.70). Foi levado a Jesus pelo seu irmão André. (Jo 1.40-42).

Enquanto Jesus pendia na cruz, Pedro estava provavelmente entre o grupo da Galiléia que “permaneceram a contemplar de longe estas coisas” (Lc 23.49). Em 1Pe 5.1, ele escreveu: “…eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo…”

Pedro encabeça a lista dos apóstolo em cada um dos relatos dos Evangelhos, o que sugere que os escritores do NT o consideravam o mais importante dos doze. Ele não escreveu tanto como João ou Mateus, mas emergiu como o líder mais influente da igreja primitiva. Embora 120 seguidores de Jesus tenha recebido o ES no dia do Pentecoste, a Bíblia registra as palavras de Pedro (At 2.14-40). Ele sugeriu que os apóstolos procurassem um substituto para Judas Iscariotes (At 1.22). Ele e João foram os primeiros a realizar um milagre depois do Pentecoste, curando um paralítico na Porta Formosa (At 3.1-11).

O livro de Atos acentua as viagens de Paulo, mas Pedro também viajou extensamente. Ele visitou Antioquia (Gl 2.11), Corinto (2Co 1.12) e talvez Roma.

Pedro sentiu-se livre para servir aos gentios (At 10), mas ele é mais bem conhecido como o apóstolo dos judeus (Gl 2.8). À medida que Paulo assumir um papel mais ativo na obra da igreja e à medida que os judeus se tornavam mais hostis ao Cristianismo, Pedro foi relegado a segundo plano na narrativa do NT.

A tradição diz que a Basílica de São Pedro em Roma está edificada sobre o local onde ele foi sepultado. Escavações modernas sob a antiga igreja exibem um cemitério romano muito antigo e alguns túmulos usados apressadamente para sepultamentos cristãos. Uma leitura cuidadosa dos Evangelhos e do primitivo segmento de Atos tenderia a apoiar a tradição de que Pedro foi figura preeminente da igreja primitiva.

INFORMAÇÃO BÍBLICA:
• Pregou o sermão no Dia de Pentecostes.
• Curou o coxo na porta do templo.
• Perseguido pelo Sinédrio.
• Repreendeu Ananias e Safira, e Simão, o mágico.
• Ressuscitou Dorcas.
• Pregou a Evangelho a Cornélio.
• Milagrosamente escapou da prisão.
• Repreendido por Paulo em Antioquia.
• Escreveu duas epístolas.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Visitou a Bretanha e a Gália.
• Crucificado de cabeça para baixo em Roma durante perseguição comandada por Nero (64-68 d.C.).

11. SIMÃO ZELOTE. Mateus refere-se a um discípulo chamado “Simão, o Cananeu”, enquanto Lucas e o livro de Atos referem-se a “Simão, o Zelote”. esses nomes referem-se à mesma pessoa. Zelote é uma palavra grega que significa “zeloso”; “cananeu” é transliteração da palavra aramaica kanna’ah, que também significa “zeloso”; parece, pois, que este discípulo pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.
A Bíblia não indica quando Simão, foi convidado para unir-se aos apóstolos. Diz a tradição que Jesus o chamou ao mesmo tempo em que chamou André e Pedro, Tiago e João, Judas Iscariotes e Tadeu (Mt 4.18-22).Temos diversos relatos conflitantes acerca do ministério posterior deste homem e não é possível chegar a uma conclusão.

INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Associado de modo conflitante com a região da Pérsia, com o Egito, com Cartago e com a Bretanha.

12. TOMÉ. O Evangelho de João dá-nos um quadro mais completo do discípulo chamado Tomé do que o que recebemos dos Sinóticos ou do livro de Atos. João diz-nos que ele também era chamado Dídimo (Jo 20.24). A palavra grega para “gêmeos” assim como a palavra hebraica t’hom significa “gêmeo”. A Vulgata Latina empregava Dídimo como nome próprio.
Não sabemos quem pode ter sido Tomé, nem sabemos coisa alguma a respeito do passado de sua família ou de como ele foi convidado para unir-se ao Senhor. Sabemos, contudo, que ele juntou-se a seis outros discípulos que voltaram aos barcos de pesca depois que Jesus foi crucificado (Jo 21.2-3).

Isso sugere que ele pode ter aprendido a profissão de pescador quando jovem.Diz a tradição que Tomé finalmente tornou-se missionário na Índia. Afirma-se que ele foi martirizado ali e sepultado em Mylapore, hoje subúrbio de Madrasta. Seu nome é lembrado pelo próprio título da igreja Martoma ou “Mestre Tome”.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Pregou na Babilônia (hoje, região do Iraque).
• Fundou igrejas e foi martirizado na Índia.

13. MATIAS. - Substituto de Judas IscariotesApós a morte de Judas, Pedro propôs que os discípulos escolhessem alguém para substituir o traidor. O discurso de Pedro esboçava certas qualificações para o novo apóstolo ( At 1.15-22). O apóstolo tinha de conhecer a Jesus “começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas”. Tinha de ser também, “testemunha conosco de sua ressurreição” (At 1.22).

Os apóstolos encontraram dois homens que satisfaziam as qualificações: José, cognominado Justo, e Matias (At 1.23). Lançaram sortes para decidir a questão e a sorte recaiu sobre Matias.O nome Matias é uma variante do hebraico Matatias, que significa “dom de Deus”. Infelizmente, a Bíblia nada diz a respeito do ministério de Matias.

Fontes:
O Mundo do Novo Testamento - Editora Vida
História da Igreja em Quadros - Ed. Vida.
Revista Grandes Líderes da História - Editora Arte Antiga
Imagens: ícone antigo da igreja ortodoxa retratando os 12 apóstolos & crucificação de Pedro.

1 Comentário »

  1. andersson said,

    Março 1, 2008 at 22:31

    O QUE É LIDERANÇA?

    OBJETIVO DO ESTUDO
    O desejo do nosso coração é que ao término desta lição você tenha uma nova visão sobre o que vem a ser liderança. Conhecendo um pouco mais sobre o assunto e levando em consideração a grande necessidade de líderes genuínos usados por Deus nesta geração em que vivemos, cremos que algo novo brotará em seu coração, impulsionando-o para um ministério abençoado sob a suprema liderança do Espírito Santo.
    INTRODUÇÃO
    Para falar sobre liderança precisamos antes falar sobre o líder, tendo em vista que liderança é a função do líder. Líder, por sua vez, é aquele que está à frente de um determinado grupo e que tem a responsabilidade de motivar, guiar, instruir e conduzir tal grupo ou equipe a atingir seus objetivos e ideais. A esta influência positiva do líder sobre os seus liderados chamamos de liderança.
    Infelizmente, o conceito de liderança muitas vezes é interpretado erroneamente. Há uma diferença muito grande entre “chefiar” e “liderar”. Nem sempre um chefe é um líder, bem como aquele que lidera nem sempre ocupa um cargo de chefia. O chefe é instituído formalmente por nomeação; por exemplo, um chefe de setor de uma empresa.
    O líder pode não depender de uma nomeação, pois a sua liderança é natural e reconhecida. O chefe tem a missão de atingir objetivos utilizando-se dos recursos humanos e materiais, enquanto que o líder trabalha com as pessoas à fim de motivá-las e encorajá-las a alcançarem os objetivos propostos. As ordens de um chefe são obedecidas por força da sua posição. A liderança de um líder é reconhecida e seguida voluntariamente, sem imposição. O verdadeiro líder nunca usará tal expressão: “Aqui quem manda sou eu !!!”. Ele não precisa disto por não ter subordinados e sim seguidores.

    COMO SURGE A LIDERANÇA
    Há pessoas que acreditam que o líder já nasce líder e que é só deixá-lo à vontade que ele vai fazer fluir a sua liderança naturalmente. Outros, porém, crêem que todos nós temos um potencial de liderança que precisa ser desenvolvido e aperfeiçoado.
    Creio, particularmente, que as duas posições podem ser consideradas verdadeiras, contanto que observemos algumas coisas. Por exemplo, o líder nato, embora esteja livre para fazer fluir a sua liderança, precisa de acompanhamento de pessoas mais maduras que o orientarão no exercício da sua liderança para que, por falhas de caráter principalmente, não venha a se tornar um ditador ou alguém em quem não se pode confiar. Por outro lado, os que não podem ser considerados líderes natos mas que possuem um potencial de liderança a ser desenvolvido, precisam aprender técnicas de liderança que os ajudarão a desenvolverem seus ministérios com maior eficácia. No entanto, esse último grupo precisa estar consciente de que todas as técnicas de liderança se tornarão inúteis se o líder não possuir uma personalidade firme, ou se possuir uma auto-estima muito fraca. Portanto, maturidade emocional e técnicas de liderança são dois ingredientes essenciais para o líder.

    O DESENVOLVIMENTO DA LIDERANÇA
    Creio que tanto para o líder nato como para o que apenas tem um potencial de liderança a ser desenvolvido, trabalhar para que tal liderança seja cada vez mais benéfica para o próximo é dever de cada um.
    Podemos definir como parte integrante do índice de elementos que devem fazer parte da vida de um líder, os seguintes pontos:
    CONHECIMENTO
    Quem exerce a liderança precisa estar sempre envolvido na arte de conhecer as suas atribuições e funções, bem como procurando sempre se aperfeiçoar no conhecimento da personalidade das pessoas com quem ele está trabalhando, para que esteja inteirado das suas necessidades, ambições e desejos. Não precisamos de muitos argumentos para dizer que cada pessoa é um mundo, diferente um do outro, e que especializar-se no trato com as pessoas é dever de cada pessoa que se propôs a conduzi-las.
    Já comentamos que além do conhecimento das atribuições e das pessoas, o líder precisa se inteirar constantemente das técnicas de liderança que, uma vez aplicadas, serão de grande valia no seu ministério.
    RESPONSABILIDADE
    A responsabilidade é, sem dúvida, um elemento indispensável no exercício da liderança. É ela quem vai levar o líder a traçar metas, fixar alvos, e planejar os objetivos; e é ela quem vai estimulá-lo a permanecer perseverantemente até conquistar os objetivos determinados. Sem responsabilidade não se fixa metas, nem se chega a lugar algum. Um líder responsável sabe que o seu trabalho se propõe a realizar alguma coisa e que as pessoas que estão envolvidas em seu ministério não podem correr o risco de estarem investindo tempo, motivação, dinheiro (às vezes), em coisas que não chegam a lugar algum. A responsabilidade vai determinar um início, um desenvolvimento e uma conclusão para cada projeto em que se trabalha, de forma, que cada pessoa, tanto o líder como os liderados, podem afirmar com satisfação: “estou realizando algo de valor!”.
    SENSIBILIDADE
    Alguém que evidencia uma boa liderança no trato com crianças pode não ser tão bom assim com adolescentes. O que ocupa muito bem o cargo de subchefia ao ser promovido para chefe pode não se dar tão bem como antes. É claro que isto é apenas uma possibilidade, e não uma regra geral. No entanto, precisamos de sensibilidade para saber qual é o nosso melhor lugar de atuação para que não nos frustremos a nós mesmos e aos outros. Sensibilidade para saber quando é necessário recuar ao invés de avançar. Sensibilidade para recusar uma promoção para um cargo para o qual não se está devidamente preparado, mas também sensibilidade para aceitar desafios mesmo quando alguns se mostram temerosos. Sensibilidade com boa dose de humildade para saber ceder o seu posto de liderança e entregá-lo a uma outra pessoa quando o grupo se vê prejudicado com a sua liderança. Inevitavelmente surge em nossas mentes quando tratamos desse assunto a palavra “incompetência”. Incompetência para liderar numa determinada área. Porém, por mais forte que possa parecer essa palavra, devemos entender que a incompetência pode se limitar apenas àquela determinada atividade que está se desenvolvendo e não, necessariamente, uma incompetência ligada a tudo o que se faz.
    CONCLUSÃO
    Nos próximos capítulos vamos continuar trabalhando em torno deste tema, procurando entender mais especificamente qual o papel do líder no corpo de Cristo, o perfil do líder e alguns exemplos bíblicos de como exerceram seus papéis os líderes que foram poderosamente usados por Deus no passado.
    O PAPEL DO LÍDER NO CORPO

    OBJETIVO DO ESTUDO
    Temos por objetivo ajudá-lo a entender qual o papel do líder no corpo de Cristo. No final desta lição você deverá compreender claramente o que deve fazer ou desenvolver, a pessoa que ocupa a função de liderança dentro do Reino de Deus.
    UM LÍDER, UM ADMINISTRADOR
    O papel principal do líder dentro do corpo de Cristo ou dentro de qualquer outro segmento, seja religioso ou não, está relacionado à administração. Administrar é conseguir as coisas feitas através de outras pessoas. Portanto, na arte de liderar o líder sempre está envolvido com as pessoas, delegando responsabilidades, supervisionando o trabalho, corrigindo falhas, estipulando prazos, etc. Se a sua administração for boa as coisas serão feitas satisfatoriamente e as pessoas se sentirão realizadas. Se a administração for má, é possível que não se atinjam os objetivos e as pessoas saiam frustradas. De maneira que não dá para fugir da responsabilidade administrativa. A administração é um dom de Deus. A capacidade de organizar as coisas para facilitar o trabalho das outras pessoas é uma habilidade divina que todo líder deve se empenhar mais e mais para buscá-la. Nenhum líder pode se dar o direito de querer continuar liderando sem se esmerar no desenvolvimento das habilidades administrativas. Em outras palavras, ele não tem o direito de dizer: “Quero liderar mas não quero administrar!”.
    Isto não existe. O líder, necessariamente, precisa ser um administrador. Em alguns casos, tomando como exemplo o próprio ministério pastoral, o pastor acha por bem convidar alguém da sua congregação para desempenhar funções administrativas na igreja. Não há nenhum problema quanto a isto. Um administrador que auxilie o pastor no exercício do ministério tirará dele a sobrecarga e o liberará para o ministério da oração, da Palavra, e do cuidado das ovelhas.
    No entanto, mesmo neste caso, o pastor precisa se conscientizar que ele mesmo continua sendo o administrador geral. Qualquer outro trabalho administrativo pode e deve ser realizado por uma outra pessoa como forma de cooperação, mas a visão maior vem do pastor. Todos os administradores trabalham dentro da visão que o pastor transmitiu, sendo que este mesmo é o delegador de responsabilidades e supervisor geral.
    No exercício da administração o líder vai se ver incumbido de três responsabilidades: planejar, executar, avaliar. À respeito disto vamos falar agora:
    PLANEJAR
    Planejar é a arte de fazer com que as coisas aconteçam. O planejamento envolve, em primeiro lugar, estabelecer alvos definidos a curto, médio, e longo prazos. Para que o planejamento seja eficaz o líder precisa ter a “visão” bem definida em sua mente do que quer fazer ou realizar. Uma visão clara o ajudará a transmitir aos outros da sua equipe de forma que todos saibam responder às seguintes perguntas: o que fazer? onde fazer? quando fazer? com que fazer? como fazer? por que fazer? Outra questão a considerar é se os alvos dentro do planejamento são realmente relevantes ou apenas românticos e belos. Será que o que se almeja é a prioridade para o momento ou se teria outra coisa mais urgente e necessária para se atingir?! Precisamos ver também se os alvos que estamos estabelecendo são possíveis ou se estamos sujeitando nossa equipe ao fracasso e à frustração.
    Mais uma questão a ser considerada é se os alvos já fazem parte da motivação de todo o grupo porque ele já partilha do mesmo ideal do líder, ou se eles foram estabelecidos apenas para satisfazer uma ambição pessoal do líder, em nada beneficiando os demais membros do grupo.
    De forma prática o planejamento envolve alguns passos que resumidamente queremos apresentar:
    Para começar a caminhar para algum lugar, primeiro precisa se saber onde está.
    1.Trace os objetivos.
    2.Estabeleça os alvos.
    3.Destaque as prioridades.
    4.Identifique os obstáculos.
    5.Verifique os recursos disponíveis.
    6.Distribua responsabilidades.
    7.Seja flexível. Qualquer plano pode ser modificado.
    EXECUTAR
    Quando há um bom planejamento a execução pode transcorrer de forma tranqüila. Às vezes, um planejamento pode durar horas, meses, e até mesmo anos, para uma execução de poucos minutos. A execução é o grupo em ação colocando em prática o que foi idealizado no papel.
    Na execução de um projeto bem planejado, o líder assume a função de coordenador, acompanhando passo a passo o desenvolvimento do trabalho. Através deste acompanhamento ele terá condições de corrigir eventuais problemas para que o trabalho retome o seu curso normal e não seja interrompido no caminho.
    AVALIAR
    Para muitos a avaliação de um trabalho realizado é desnecessária, justamente por se tratar de uma realização já passada. Pra que discutir à respeito de algo já realizado? Na verdade, a avaliação é tanto importante quanto o planejamento e a execução. A avaliação é importante por vários motivos. Eis alguns deles:
    1. Encarar de frente os erros cometidos. Através de uma avaliação coerente, sincera e madura, os erros serão expostos e, se corrigidos, poderão não acontecer mais em um novo empreendimento. Quando não há avaliação as falhas continuam encobertas e poderão manifestar-se novamente a qualquer novo trabalho.
    2. A avaliação dá margem para as críticas. Se o líder for maduro o suficiente para lidar com elas, reagindo de forma equilibrada e humilde, poderá dar um excelente exemplo aos seus liderados de como se reage às críticas, o que favorece o crescimento espiritual de todos.
    3. Diante das falhas, tanto o líder quanto seus liderados necessitam de uma graça especial de Deus para lidarem com os sentimentos contraditórios em seu interior. Isto é bom pelo fato do desenvolvimento da dependência de Deus também para este tipo de coisas. Diante dos acertos e da possibilidade da vanglória, igualmente a presença de Deus precisa se manifestar para que a vitória não se transforme num fracasso espiritual. Em todos os casos a equipe é impulsionada a uma experiência madura com Deus, tanto nos acertos quanto nos erros.
    4. A avaliação lança a plataforma para novos planejamentos. É a ponte entre um projeto e outro.

    CONCLUSÃO
    A liderança no corpo de Cristo deve trabalhar de forma coerente e lógica. Sim, estamos lidando com coisas espirituais relacionadas ao reino de Deus e à sua igreja, no entanto, devemos fazer todas as coisas com os pés no chão embora com a cabeça no céu. Planejamento, execução e avaliação devem parte de toda a administração sensata que se propõe a fazer algo de valor, principalmente quando se trata do Reino de Deus.
    Que através da lição de hoje, cada líder se esmere mais e mais na arte da administração que tanto há de beneficiar o glorioso Corpo de Cristo por quem Ele morreu.
    O PERFIL DO LÍDER

    OBJETIVO DO ESTUDO
    Ao final deste estudo você precisa saber identificar quais as características principais que precisam existir no líder. Características que devem fazer parte do estilo de vida do líder que o ajudarão a desenvolver o seu ministério.
    INTRODUÇÃO
    Vamos estudar neste capítulo as qualidades que devem se fazer sempre presente na vida do líder, principalmente do líder cristão.
    AMBIÇÃO
    A ambição faz parte da lista de qualidades de um líder. Embora esta palavra muitas vezes tenha uma conotação negativa, ela se refere à motivação interior do indivíduo para conquistar o que deseja. Se o nosso desejo de conquista se limita às nossas coisas tão somente para o nosso próprio proveito e não o de Deus, então a ambição é negativa. Mas quando se trata das coisas de Deus, nada melhor do que uma boa ambição como uma mola propulsora para conquistar cada vez maiores e melhores coisas para Ele.
    AUTENTICIDADE
    A autenticidade refere-se ao que é verdadeiro. O líder precisa ser autêntico ou verdadeiro quanto ao que diz e faz. O seu ensino precisa ser coerente com o seu procedimento. Não estamos falando sobre perfeição mas sobre uma atitude sincera diante de Deus e dos homens. Um desejo de corrigir seus próprios erros e falhas em concordância com o seu próprio ensino aos outros. Autenticidade significa não ter medo de transparecer o que a pessoa realmente é.
    O líder imaturo procura passar uma imagem que nem sempre condiz com a verdade. Máscaras de santidade, de autoridade, de espiritualidade, e outras mil, muitas vezes são colocadas para se manter determinadas posições diante do grupo. O líder maduro, porém, reconhece que as máscaras não duram para sempre, e que mais cedo ou mais tarde todos reconhecerão quem realmente nós somos. O melhor caminho é reconhecer as falhas, esforçar-se para corrigi-las, e, através do que Deus vai operando em sua própria vida o grupo tem a oportunidade de crescer através do quanto consegue ver Deus agindo na vida do seu líder.
    COMPETÊNCIA
    O líder competente é aquele que conduz o seu grupo com sabedoria e de forma eficaz. Tudo o que se propõe a fazer procura realizar da melhor forma possível. Se ainda não possui o conhecimento necessário para desenvolver determinada atividade, procura adquiri-lo de forma a sempre levar segurança ao grupo com quem trabalha. O estudo de livros e as pesquisas para o aprimoramento das habilidades de liderança estão sempre presentes em sua vida.
    CONFIANÇA
    O líder confiante é aquele que possui uma fé sempre renovada. Confiança acima de tudo em Deus que o capacita a realizar a obra necessária. Confiança em si mesmo para não esmorecer diante dos problemas em geral, das críticas ou de seus próprios conflitos pessoais e fraquezas, quando poderia enfatizar mais suas próprias virtudes. Confiança no grupo com quem trabalha, apesar de sua provável limitação. Se não dermos um voto de confiança às pessoas que lideramos é possível que sempre monopolizemos a execução de todas as atividades, transformando nossos liderados em meros espectadores.
    ENTUSIASMO
    Dificilmente alguém vai se propor a me acompanhar quando não demonstro entusiasmo naquilo que desejo realizar. O entusiasmo é a alegria expressa quando se almeja realizar algo de valor. O entusiasmo do líder precisa ser mantido durante a execução do trabalho, pois é ele que continua mantendo acesa a chama da motivação do grupo.
    INICIATIVA
    A iniciativa tem a ver com a capacidade de tomar à frente de atividades. Não é necessariamente assumir a liderança sempre, mas pelo menos dar os primeiros passos enquanto outros temem fazê-lo. Significa assumir a responsabilidade sobre algo que precisa ser feito. O líder é aquele que vai à frente, por isso, precisa ter a qualidade da iniciativa, sem a qual nenhum projeto sairá da prancheta.
    SERENIDADE
    Muitas são as circunstâncias difíceis que cercam qualquer tipo de ministério. Se o líder não tiver a virtude da serenidade, logo seus liderados estarão confusos e temerosos quanto ao futuro do empreendimento. Jesus demonstra esta qualidade nas situações mais perigosas e estranhas de seu ministério. Em meio à tempestade ou à perseguição, o espírito equilibrado e sereno o mantém firme em qualquer situação. A serenidade também é um elemento indispensável no trato com as pessoas. Um líder sereno é altamente usado por Deus na transmissão de verdades eternas às pessoas que podem se expor à elas de uma forma tranqüila e segura, sabendo que seu líder nunca as maltratará ou fará qualquer outra coisa fora do espírito de brandura e mansidão.
    SIMPATIA
    Através da simpatia nos aproximamos das pessoas com facilidade bem como facilitamos o caminho delas até nós. A simpatia é a capacidade de tornar a nossa presença agradável às pessoas com quem nos relacionamos. Na prática, uma pessoa considerada simpática é a que respeita os outros e, conseqüentemente que valoriza o cumprimento, o sorriso, o “por favor”, o “desculpe-me”, etc. Estamos falando de simpatia e não “hipocrisia”. O líder não precisa fingir à respeito dos seus sentimentos quanto às pessoas; mas se é um cristão genuíno que sinceramente se preocupa com elas, certamente deixará fluir naturalmente toda a sua bondade em benefício dos outros.
    TENACIDADE
    A tenacidade é algo extremamente importante no ministério do líder. Refere-se à capacidade de persistir num determinado projeto mesmo em meio às adversidades. Infelizmente, muitos líderes não são mais dignos da confiança das pessoas porque não levaram adiante o que começaram a fazer no passado. Projetos e obras inacabados. Tarefas não concluídas. Por que me envolver com atividades que não serão devidamente concluídas? A tenacidade é a capacidade de persistir até que os objetivos sejam plenamente alcançados.
    VISÃO
    Embora a visão tenha sido deixada por último, é, no entanto, um dos elementos mais importantes na vida de um líder. Segundo George Barna no seu livro “O Poder da Visão” p. 32 (Abba Press), a visão quanto ao ministério significa “uma clara imagem de um futuro preferível, proporcionado por Deus aos Seus servos escolhidos, com base em uma acurada compreensão da vontade de Deus, do próprio eu e das circunstâncias”. O que ele quis dizer refere-se a um quadro bem definido na mente e no coração quanto ao que deve acontecer ou ser realizado no futuro. Tal acontecimento é plenamente resultado da boa, perfeita e agradável vontade de Deus que Ele quer ver cumprida na terra, e para isso, revela aos seus filhos para que estes trabalhem pela sua concretização. Todo líder cristão precisa trabalhar em torno de uma visão. Uma visão que venha de Deus e para cumprir os propósitos de Deus. Sem uma visão de Deus, corremos o risco de passar a vida inteira investindo em projetos meramente humanos que nunca resultarão na glória de Deus.
    CONCLUSÃO
    O líder cristão que, pelo poder do Espírito Santo, for gradativamente moldado pelas qualidades mencionadas neste capítulo, com certeza será um poderoso instrumento de Deus para a execução dos seus propósitos na igreja e no mundo.
    EXEMPLOS BÍBLICOS

    OBJETIVO DO ESTUDO
    O objetivo desta lição é apresentar de forma mais clara tudo o que já mencionamos nas lições anteriores. Isto é possível através das experiências reais vividas pelos personagens bíblicos grandemente usados por Deus na execução de suas tarefas.

    MOISÉS
    Moisés se destaca pelas suas grandes virtudes:
    a) Renúncia - Hebreus 11:24-25 diz: “Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado.”
    b) Humildade - Moisés conversou com Deus face a face, mas nunca se considerou superior aos seus irmãos. Foi capaz de ouvir conselhos de homens de carne e osso como nós, como foi no caso do sogro Jetro à respeito de como seria melhor desenvolvida a sua liderança no meio do povo. (Ex. 18:27)
    c) Mansidão - Ele foi considerado o homem mais manso da terra (Nm. 12:3). Em meio à acusações e perseguições foi capaz de não abrir a sua boca contra ninguém, e nem em defesa própria. Submeteu-se totalmente ao juízo de Deus e foi justificado plenamente pela sua fé.
    d) Fidelidade - “E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa …” Hebreus 3:5a. Apesar de toda a sua dificuldade inicial de atender ao chamado divino, Moisés, uma vez dado o primeiro passo seguiu em frente até o fim, sendo declarado a seu respeito que o seu procedimento foi fiel.
    DAVI
    a) Um homem segundo o coração de Deus - Esta frase surge no contexto da tristeza de Deus por ter Saul reinando sobre o povo de Israel. Saul não era um homem cujo coração se inclinasse para as coisas de Deus, antes fazia a sua própria vontade. Davi, no entanto, é o homem cujo coração se inclina na mesma direção que o coração de Deus.
    Mesmos propósitos, ideais, ambições …
    b) Um homem quebrantado. Davi não foi um homem segundo o coração de Deus por se tratar de alguém perfeito em todos os seus caminhos. Davi cometeu pecados gravíssimos que comprometeram a sua própria vida, família e até mesmo sua nação. No entanto, possuía da parte de Deus um coração sensível, capaz de sofrer e chorar o seu próprio pecado. Capaz de não descansar enquanto não restaurasse sua comunhão com Deus.
    c) Um homem zeloso por Deus. Desde a sua luta com o gigante Golias até os últimos momentos da sua vida, uma coisa percebemos na vida Davi: uma profunda determinação de zelar pelo Nome do Senhor. Seus atos, suas lutas, seus cânticos, seu reinado, estão impregnados de zelo por Deus. Sua liderança foi desenvolvida com um propósito bem definido de honrar até as últimas conseqüências o Nome do Altíssimo e de deixar bem claro para sua própria nação e para as nações vizinhas de que quem reinava em Israel não era “Davi” e sim o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
    PAULO
    a) Coragem - O apóstolo Paulo, dentre outras tremendas qualidades, demonstrou inquestionavelmente um espírito de coragem muito grande. Mesmo sabendo do perigo que corria ao pregar o evangelho em regiões de pouca ou quase nenhuma aceitação da mensagem, enfrentou os obstáculos e confiou exclusivamente em Deus para o livramento necessário. Coragem que sempre esteve presente nas diversas ocorrências de sofrimento e dor, como por exemplo as que são citadas em II Coríntios 6:4-5 “antes em tudo recomendando-nos como ministros de Deus; em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias, em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns . . .”.
    b) Determinação - Todo o ministério de Paulo foi marcado por uma determinação sem igual. No final do relato bíblico sobre o seu ministério, em Atos 21, temos um exemplo claro da sua determinação em realizar a obra de Deus. Mesmo advertido pelos irmãos sobre o perigo de subir à Jerusalém, Paulo não teme e continua a sua viagem (v. 4). Um pouco mais adiante, na casa de Filipe, Paulo também foi advertido sobre a sua prisão em Jerusalém caso permanecesse na mesma visão de pregar aos judeus (vs. 10-11). Sua resposta às advertências foi a seguinte: “Que fazeis chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus”.
    c) Ânimo - “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” Fp. 4:11.
    d) Fé - “Pois eu confio em Deus, que sucederá do modo por que me foi dito” Atos 27:25.
    e) Amizade - “Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol das vossas almas. Se mais vos amo, serei menos amado?” II Coríntios 12:15.
    f) Humildade - “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo” I Coríntios 15:9.
    JESUS
    Para falar sobre a liderança de Jesus e as suas qualidades, não ousamos destacar apenas algumas qualidades como fizemos com relação aos demais personagens aqui mencionados.
    Jesus é a liderança em pessoa.
    Jesus é a expressão máxima e perfeita do verdadeiro líder.
    Jesus é Aquele que convence sem palavras, apenas com um olhar.
    Jesus é Aquele que chama e não é questionado.
    Jesus é Aquele que julga não segundo o ouvir dos seus ouvidos mas segundo o reto juízo de Deus.
    Apesar de não querermos destacar as qualidades de Jesus, por serem infinitas, desejamos, no entanto, enfatizar apenas um detalhe da sua liderança. Jesus foi capaz de investir seus últimos anos de vida em apenas doze pessoas e se reproduzir nelas. Jesus desenvolveu a sua liderança de forma estratégica. Sabia que o seu tempo aqui na terra era limitado, bem como limitado estava em seu próprio corpo para atender a tantas necessidades de todos os lugares. Estrategicamente escolhe doze pessoas e dá-lhes a missão de fazerem o mesmo com outras pessoas, ou seja, sucessivamente, cada um formando novos discípulos, como Ele mesmo o fez.
    Poderíamos aqui destacar muitos feitos de Jesus como curas, milagres, ensinos, pregações, visitas, etc.; mas, em termos de liderança, Jesus montou um esquema do qual nós mesmos hoje somos fruto.
    A estrutura do discipulado fez com que o evangelho se expandisse mesmo após a sua morte. Portanto, a liderança de Jesus se destaca pelo fato da continuidade que teve o seu ministério mesmo após a sua morte.
    Todo líder precisa aprender que o verdadeiro líder é aquele que não somente exerce uma boa liderança em seus próprios dias, mas que estabelece um bom fundamento para que outros possam dar continuidade ao que ele começou.
    CONCLUSÃO
    Não tivemos por objetivo citar todas as qualidades dos personagens citados nesta obra. Se tivéssemos tal pretensão, com certeza, livros e livros teriam que ser escritos e ainda assim não seriam suficientes. Mas através dos exemplos descritos, temos condições de perceber que os homens e as mulheres que se propuserem a servir a Deus no ministério da liderança, precisam ser pessoas modeladas por Deus e por Sua Palavra. Pessoas de caráter, de virtudes, e de qualidades que demonstrem, não somente ao grupo com quem trabalham mas também ao mundo, que foram pessoas transformadas por Deus e que, portanto, servem de exemplo e de motivação para que outros também possam trilhar o mesmo caminho glorioso de lapidação pelas mãos do Altíssimo.

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