03.02.08
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MISSIOLOGIA
Uma Obra Missionária Na Vida do Apóstolo São Paulo.
Trabalho segundo a exigência da matéria de missologia, ensinada no Seminário de Teologia Emanuel. Orientador professor Anderson.
Por: Anderson Dias Meyer
Sumário
Introdução
I. Missões
1.1. O Que é Missões ?
1.2. O Termo de Missões.
1.3. Quem é Missionário ?
1.4. Quem Faz Missões ?
1.5.Para Que Missões ?
II. Separação para a Obra.
2.1. O Lançamento da Obra Missionária, ( Atos 13:1-3 ).
2.2. O Início do Trabalho Missionário, ( Atos 13:13-15 ).
2.3. A Mensagem Missionária.
III. A Chamada Missionária.
3.1. A Chamada Missionária.
3.2. Antioquia da Síria.
3.3.A Igreja em Antioquia.
IV. As Viagem Missionária De Paulo.
4.1. Primeira viagem Missionária.
4.2. Segunda viagem Missionária.
4.3. Terceira viagem Missionária.
4.4. Quarta viagem Missionária.
V. Mapas Sobre as Viagens Missionária de Paulo.
Mapas .
1. Mapa sobre a Primeira Viagem de Paulo.
2. Mapa sobre a Segunda Viagem de Paulo.
3. Mapa sobre a Terceira Viagem de Paulo.
4. Mapa sobre de Paulo a Roma.
Conclusão
Bibliografia
Introdução
Todos nós entendemos que a obra de Missões é uma obra de equipe. Não é feita isoladamente, mas é uma obra onde muitos são os que colaboram para a sua realização.
O autor arquiteto é Deus, mas muitos são os que ele chama e desperta para a realização de tão magna obra. A uns desperta para o sustento: as igrejas patrocinadora. As juntas e funcionários são a parte que delibera para que a obra tenha continuidade. Por último, os missionários os executores, que, vocacionados e despertados antes as necessidades de um mundo sem Cristo, são preparados e enviados aos campos de missões.
Missões é o amor de Deus em ação no mundo. Deus ama os pecadores e quer salvá-lo por meio de Jesus ( Jo 3:16 ). A encarnação e a morte de Jesus na cruz dá a igreja o modelo da tarefa missionária, ao mesmo tempo que mostra a importância de missões no coração de Deus. A obra missionária é importante para Deus, pois é o meio de missões de Jesus será conhecida e será aceito em todas as nações da terra ( Ef 6:19,20 ).
A chamada de Deus na vida de Paulo era para expandir o evangelho ( At 13:2 ). É de notar que os homens chamados por Deus para obra missionária era os mais capazes da igreja. Paulo e Barnabé foram chamados a obra missionária é enviados pela a igreja de Antioquia. As características dessa obra estão descrita em Atos 9:15; 13:5; 22:14, 15, 21, e 26:16-18. Paulo tinha certeza da chamada para fazer a vontade de Deus.
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I. Missões
É o projeto de Deus para o resgate das nações. É de inteira responsabilidade da igreja anunciar a Salvação através da fé em Jesus Cristo.
1.1. O Que é Missões ?
Ao conhecermos o nosso Deus, por meio de Jesus, e estudarmos a sua Palavra, descobrimos que a iniciativa missionária é dEle.
Respondendo então á primeira pergunta: O Que é Missões ? podemos dizer que ( conforme a Bíblia ) missões é obedecer á vontade de Jesus, levando a mensagem do Evangelho a todos os povos, nações e criaturas, fazendo discípulos e plantando igrejas, agindo somente no poder e orientação do Espírito Santo.
Podemos ver este princípios dirigindo a vida dos apóstolos no primeiro século, especialmente a vida de Paulo. O livro de Atos é a narração do primeiro período missionário.
1.2. O Termo de Missões.
Missões é uma palavra latina MISSIO – Ato de enviar. Função ou poder que se confere a alguém para fazer algo. MITTO – Eu envio – alguém enviado autorizadamente. MISSUS + MITTO = Missionário.
“ Missões ” é um termo especializado desenvolvido na prática teológica das igrejas cristãs. Esta expressão é mais técnica e refere-se ao envio de pessoas autorizadas para além das fronteiras da igreja para proclamar o evangelho de Jesus visando a conversão de pessoas para estabelecer e multiplicar congregações locais que irão cultivar o cristianismo nesta comunidade.
A atividade missionária deve incluir aquilo que a igreja deve realizar como continuadora da missão de Jesus e do seu Espírito. Assim, as ações missionárias pretendem levar a todo os seres humano e povos a fé, a liberdade, a Salvação e a paz em Jesus Cristo.
1.3. Quem é Missionário ?
O missionário é aquele que sentiu a chamada divina, chamada para ir e anunciar a mensagem de Salvação a todos os povos e respondendo afirmativamente em obediência a este chamado. É um mensageiro divino. Um embaixador de Cristo em outras terras.
1.4. Quem Faz Missões ?
No Novo Testamento Jesus entregou a obra missionária á sua igreja. Esta implícito que ele deu a tarefa á igreja toda. Entenda isso, é muito importante! Missões é a tarefa da família de Deus, do seu povo. A tarefa é tão grande e tão desafiadora que implica a inclusão de todos os crentes, nenhuma igreja pode omitir-se, nenhum crente pode negar sua responsabilidade. Seguindo este pensamento de missões é igreja que esteja com esta visão e objetiva está cumprindo as benção de Deus.
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1.5. Para Que Missões ?
Missões existe para levar Cristo á todas as pessoas fazendo-as crer que Ele é o eterno e suficiente Salvador. Existe missões porque há um mundo carente e necessitado de todo o amor de Deus. A Bíblia nos diz em Rm 10:10-17. “ Como pois invocarão aquele em que não creram ? E como crerão naquele de quem não ouviram ? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus ”.
Missões para os crentes pregarem a Cristo para todas as pessoas de todo o mundo. Existem missões porque há um mundo carente e necessitado do amor de Deus. As verdades do evangelho precisam ser anunciadas.
II. Separação para a Obra.
A realização da obra missionária cumpre a grande comissão de Jesus. Em todo tempo o Senhor determinou a seus seguidores que levassem o evangelho às nações, mas a ênfase nos últimos encontros faz pensar que Jesus queria realmente impressioná-los. A igreja descuidava do dever para com o seu Senhor. Em Antioquia, o Espírito deu a partida para a grande obra.
2.1. O Lançamento da Obra Missionária, ( Atos 13:1-3 ).
A igreja em Antioquia nasceu do testemunho de crentes da dispersão. A princípios, eles só anunciavam o evangelho aos judeus. Mas alguns quebraram esse círculo, e pregaram a não-judeus também, acontecendo a conversão de muitas pessoas nessa cidade da Síria. Barnabé e Saulo foram para lá mandados pela igreja de Jerusalém. Durante um ano inteiro reuniram-se naquela igreja, instruíram muita gente ( At 11:26 ), o trabalho cresceu, os crentes também, e a igreja tornou-se a iniciadora da grande obra de missões aos gentios.
Missões é obra da igreja. A igreja assume suas responsabilidades e cumpre seu dever. A igreja busca a direção de Deus a respeito de seu ministério a partir de agora. Seus líderes envolvem-se inteiramente na obra.
Quando a igreja tem uma desenvolvida consciência missionária, ela separa o melhor em recursos humanos e materiais, e os entrega alegremente para a evangelização do mundo.
Missões é obra primeiramente espiritual. Há dimensões sociais e educacionais na obra, mas tudo isso visa ao levantamento espiritual da gente-alvo da ação missionária. Missões lida com valores espirituais, comunica palavras espirituais, e luta contra poderes espirituais.
O Espírito Santo conhece os campos e suas necessidades, os indivíduos e suas carências. Ele conhece os crentes disponíveis para a obra. Ele chama. A igreja não escolhe os missionários que quis. Ela separou aqueles que o Espírito já chamara. Os missionários vão aos campos enviados pelo o Espírito, e sob influência, autoridade e influência dele.
2.2. O Início do Trabalho Missionário, ( Atos 13:13-15 ).
Tendo saída de Antioquia da Síria, os missionários viajaram por mar e entraram em Chipre por Salamina. Essa ilha, terra natal de Barnabé, era o ponto geográfico do mundo
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pagão mais próximo das regiões onde a igreja já se instalara, excelente campo de abertura da viagem missionária.
Em cada cidade onde chegam, visitam em primeiro lugar as sinagogas dos judeus. Cumprem o mandamento de Jesus de anunciar o evangelho primeiro aos judeus. Na sinagoga, segundo a tradição, oferecia-se a palavra aos visitantes, caso tivesse algo a dizer. Paulo sempre tinha. Em Antioquia, ele inicia sua mensagem missionária.
2.3. A Mensagem Missionária.
Sua mensagem distinta foi – O EVANGELHO ! As boas Novas ! o Salvador havia aparecido no mundo. Lc 2:10. O evangelho anunciado por Jesus em Nazaré., Lc 4:18. O que Paulo anunciou aos Coríntios , I Co 1:17 e I Co 15:1-4. Cristo morreu… Cristo foi sepultado… Cristo foi ressuscitado… e Cristo foi visto por discípulos e por centenas de amigos., I Co 15:6.
Paulo sempre anunciou a morte de Cristo, e sua ressurreição. Desta mensagem jamais se envergonhou, Rm 1:16. Avisou a todos que outro evangelho não existe, Gl 1:6-8.
Paulo e os demais pregadores pregavam de maneira “ dogmática ”. era um evangelismo direto e pessoal, de coração a coração. Os resultados eram os maiores de todos os tempos. Em todo o mundo é a única mensagem que produz resultados positivos. Todos os avivamento, quer na Europa, na Ásia, América do Norte ou do Sul, ou mas distantes ilhas do Pacífico, são resultado dessa mensagem.
No capítulo 13 de Atos dos Apóstolos, aprendemos o seguinte, a respeito do trabalho missionário:
1. É obra da igreja – “ Na igreja em Antioquia ” (v.1).
2. Nasce em ambiente espiritual – “ Enquanto eles ministravam perante o Senhor, e jejuavam ” (v.2).
3. Tem a direção do Espírito – “ Disse o Espírito Santo: Separai-me… enviados pelo Espírito Santo ” (v.2,4).
4. Aproveita todas as oportunidades – “ Se tendes alguma palavra… falai… então Paulo se levantou e … disse ” (v.15,16).
5. Proclama a mensagem de Jesus – “ Varões israelitas… realizo uma obra em vossos dias ” (v.16-41).
6. Dá resultados positivos – “ Rogavam que estas palavras lhes fossem repetidas ” (v.42).
7. Atrai pessoas para a Palavra – “ Reuniu-se quase toda a cidade ” (v.44).
8. Provoca oposição – “ Os judeus… contradiziam ” (v.45).
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9. Produz alegria – “ Os Gentios, ouvindo isto, alegravam-se ” (v.48).
10. Glorifica a Deus – “ Glorificam a Palavra do Senhor ” (v.48).
III. A Chamada Missionária.
O Espírito Santo conduz a obra missionária. Ele fala com autoridade à igreja. O Espírito Santo conhece os campos e suas necessidades, os indivíduos e suas carências. Ele conhece os crentes disponíveis para a obra.
3.1. A Chamada Missionária.
Barnabé e Saulo ensinaram aos cristãos de origem gentílica, durante um ano (11:26). Na época, houve uma seca devastadora na Palestina, o que ocasionou uma grande fome, e os irmãos em Jerusalém enfrentavam dificuldades financeiras, ocasião em que a Igreja gentia levantou uma oferta, para socorrer os necessitados da Judéia (11:27-30).
Lucas abre um parêntese em sua narrativa, para registrar o que aconteceu nessa época em Jerusalém (Atos 12): O martírio de Tiago, irmão de João, a prisão de Pedro e sua libertação miraculosa, em resposta à oração daqueles irmãos, e a morte de Herodes Agripa I. em seguida, retorna à história da igreja em Antioquia da Síria e menciona a primeira viagem missionária de Paulo.
3.2. Antioquia da Síria.
Também conhecida como Antioquia do Orontes, devido o rio em cujas proximidades ela se situava. Não deve ser confundida com a Antioquia da Pisídia (Atos 13:14). Era uma das dezesseis cidades fundadas por Seleuco I, por volta de 310 a.C., e cujos nomes foram dados em homenagem a seu pai, Antíoco. Era a terceira cidade do Império romano. Só perdia em importância para Roma e Alexandria. Foi conquistada por Pompeu, em 64 a.C., e passou a ser a capital da Síria, que se tornou uma província romana. Distava 500 quilômetros de Jerusalém e gozava de posição estratégica favorável para as missões, pois localizava-se na divisa entre os dois mundos culturais da época: o Grego e Semita.
3.3. A Igreja em Antioquia.
Muitos haviam se convertido e o Cristianismo havia conquistado pessoas ilustres da sociedade: “ Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo ” (Atos 13:1).
Dos nomes acima mencionados, dois foram escolhidos para a obra missionária: Barnabé e Saulo. O interessante é que o Espírito Santo escolhe o melhor para as missões. A
igreja em Antioquia da Síria certamente sentiu falta dos serviços que eles prestavam, mas, no entanto, os enviou. Certamente, contava com o trabalho deles ainda por muito tempo.
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IV. As Viagem Missionária De Paulo.
Disse Henrietta C. Mears: “ O maior empreendimento do mundo são as missões estrangeiras, e aqui temos o início dessa grande obra. A idéia originou-se exatamente como devia: numa reunião de oração ”.
4.1. Primeira viagem Missionária.
Capítulos de Atos 13:4 a 14:28.
Data: 46 a 48.
Período: + / - 3 anos
Participantes: Barnabé, Saulo, João Marcos.
Itinerário: Antioquia da Síria até a Ásia Menor.
a) A partida (13:4). O ponto de partida da primeira viagem de Paulo foi Antioquia da Síria (Atos 13:1-4). Barnabé e Marcos o acompanharam. Selêucia era uma cidade portuária, onde Paulo e seus companheiros embarcaram.
b) A campanha de Chipre. Chipre era a terra natal de Barnabé (Atos 4:36), região das primeiras atividades missionárias de Paulo. Em Salamina, anunciaram a Palavra de Deus nas sinagogas (Atos 13:4,5). Depois, atravessaram a ilha até o outro extremo dela, chegando a Pafos (13:6-12), onde o apóstolo dos gentios pregou para o procôsul sérgio Paulo e enfrentou Elimas, o mágico, que se opôs à pregação do evangelho. Mas a mensagem divina triunfou e o encantador ficou cego por um determinado tempo.
c) Galácia do Sul (Pisídia e Licaônia). Depois, Paulo deixou a ilha e seguiu para o continente, passando por Perge, cidade da Panfília. Marcos se assombrou com a hostilidade daquela sociedade pagã e voltou para a casa de sua mãe, em Jerusalém (13:13, 14; 12:12).na sinagoga da Antioquia da Pisídia, o apóstolo dos gentios pregou aos judeus.
Expulso de Antioquia da Pisídia, Paulo foi para Icônio (13:50; 14:1-5). Como as hostilidades eram as mesmas da cidade anterior, havendo motim tanto dos judeus como dos gentios, foram para a região da Licaônia, e fundaram igrejas em Listra e Derbe.
A atividade missionária de Paulo em Listra resultou na cura de um coxo (14:8-10). Isso chamou a atenção das multidões, onde o apóstolo dos gentios aproveitou para anunciar a Palavra de Deus. Os judeus de Antioquia da Pisídia e de Icônio o atacaram, e ele foi arrastado da cidade, quase morto (14:19).
d) Fim da primeira viagem. Depois disso, Paulo e Barnabé foram para Derbe (14:20). De lá, retornaram ao ponto de partida, confirmando as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia (14:22) e estabelecendo pastores nativos em cada uma delas (14:23). Essa primeira viagem começou em 46 e terminou em 48 d.C. e ocupa os capítulos 13 e 14 de Atos.
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4.2. Segunda viagem Missionária.
Capítulos de Atos 15:36 a 18:22.
Data: 51 a 53.
Período: + / - 3 anos
Participantes: Paulo, Sílas, Timóteo em Listra e Lucas em Troas.
Itinerário: Antioquia da Síria, Ásia Menor e Europa.
a) Paulo e Barnabé se separam. Depois do Concílio de Jerusalém, Paulo resolveu empreender outra viagem. Era a Segunda, com dois objetivos: visitar as igrejas que ele fundara durante a sua primeira missão e abrir novos campos de trabalho. Barnabé queria levar seu sobrinho Marcos, mas o apóstolo dos gentios não concordou com a idéia, pois aquele jovem havia voltado do meio do caminho, na vez de anterior. Isso foi motivo para se separarem, apesar de terem continuado amigos.
b) Visitando as igrejas. Paulo e Silas partiram de Antioquia da Síria, de onde havia uma estrada que ia até Tarso e Ásia Menor. Portanto, nessa Segunda viagem, o apóstolo dos gentios viajou por terra, atravessou a Cilícia, região onde se situava Tarso, sua terra natal, (não há registro de que ele tenha realizado trabalhos missionários em sua cidade) , e seguiu direto para Derbe, Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia, afim de fortalecer as igrejas.
Em Listra, encontrou Timóteo e levou-o também. Os três atravessam a região frígio-gálacia (região norte da Galácia) onde são “impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia” (Atos 16:6). Seguiram para Mísia e tentaram ir a Bitínia, “mas o Espírito de Jesus não permitiu” (Atos 16:7). Então, partiram para Trôade (16:8).
c) Trôade e Neápolis. Antiga Trôia da Ilíada de Homero. Nessa cidade, Paulo teve uma visão em que alguém lhe dizia: “Passa à Macedônia e ajuda-nos!” (16:9). Nessa localidade, Lucas se juntou à comitiva (16:10).navegaram para Neápolis, durante dois dias de viagem, e chegaram a Filipos.
d) Filipos. Colônia romana e uma das principais cidades da Macedônia. Com essa visita, Paulo fundou a primeira igreja européia. Ao entrar, assim, neste continente, ele se deparou com outra realidade. Os romanos seriam uma nova experiência para o seu apostolado.
Nessa cidade, ele organizou uma igreja na casa de Lídia, vendedora de púrpura (16:14, 15). Nessa ocasião, libertou uma adivinha da opressão maligna e foi, por isso, para a cadeia, juntamente com Silas. O resultado foi a conversão do carcereiro (16:33, 34). Os direitos dos dois, como cidadão romanos, foram desrespeitados de lá, partiram para Tessalônica, passando por Anfípolis e Apolônia (17:1).
e) Tessalônica e Beréia. Tessalônica era a principal cidade de Macedônia. Sua população era constituída de gregos, romanos e judeus. Como de costume, o apóstolo procurou uma
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sinagoga, para iniciar seu trabalho. Paulo só ficou três semanas nessa localidade, por causa da perseguição (17:2, 5). De lá, partiu para Beréia (v. 10).
Os berianos foram mais receptivos que os tessalonicenses e Paulo, na sinagoga, anunciou o Evangelho do Senhor Jesus. Como Beréia estava próxima de Tessalônica, não demorou muito, para que os mesmos judeus, os quais perseguiram o apóstolo, viessem também para aquela cidade. Assim, ele saiu às pressas e sozinho, indo para Atenas, deixando Silas e Timóteo naquela localidade (17:13 - 15).
f) Atenas. Paulo navegou para Atenas, o centro cultural do mundo grego. Lá, pregou para os filósofos estóicos e epicureus (duas escolas filosóficas muito em voga nos dias do apóstolo), e fundou uma igreja, como resultado dessa pregação, mas com um grupo muito pequeno.
De Atenas, partiu para Corinto (18:1). A maneira como Paulo descreveu o estado psicológico em que se encontrava, ao chegar naquela cidade (1 Co 2:1-5), mostra que a sua emoção ia além das palavras de Lucas, em Atos 17:32, 33.
g) Corinto. Era a capital da Grécia, naqueles dias, com uma população de, aproximadamente, 500 mil habitantes. Paulo permaneceu ali durante um ano e meio, onde ensinou a Palavra de Deus (18:11). Morou na casa de Áquila (judeu do Ponto e expulso de Roma, por determinação de Cláudio) e Priscila, sua mulher.
De Corinto, em 52 d.C., ele escreveu 1 Tessalonicenses (1 Ts 3:6). Em menos de um ano, ele enviou a Segunda carta para a mesma igreja.
De lá, foi para Cencréia, cidade portuária, de onde partiu para sua base (Atos 18:18), com breve parada em Éfeso, navegando, em seguida, rumo a Cesaréia, de onde seguiu para Jerusalém e depois Antioquia da Síria (18:22). É o fim da sua Segunda viagem.
4.3. Terceira viagem Missionária.
Capítulos de Atos 18:23 a 21:17.
Data: 54 a 58.
Período: + / - 4 anos
Participantes: Paulo, Lucas, Timóteo e Erasto.
Itinerário: Antioquia da Síria, Ásia Menor e Europa.
a) Éfeso. Paulo começou a terceira viagem a partir de Antioquia da Síria, como fez nas duas primeiras (At 13:2-4; 15:35-40; 18:23). Lucas omitiu detalhes dessa trajetória, até chegar a Éfeso.
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1. Localização. Capital da Ásia Menor, era a cidade mais importante da região, pois localizava-se no cruzamento das rotas comerciais. Nela, encontrava-se o templo da deusa Diana, chamada pelos romanos de Ártemis, uma das sete maravilhas do mundo antigo.
2. Primeiros discípulos em Éfeso. Por essa cidade havia passado Apolo (18:24) que foi instruído por Áquila (18:26). Paulo encontrou nela um grupo de 12 novos convertidos, que conheciam apenas o batismo de João (19:1-7).
a) Regresso de Paulo. Novamente, Paulo viaja para Corinto, onde passou três meses (20:3). Aos coríntios ele escreveu duas cartas. De Éfesio, a primeira; e a Macedônia, asegunda.
Nessa a carta aos Romanos, em 58 d.C., e a irmã Febe, de Cencréia, foi a portadora (Rm 16:1).
Na volta para Antioquia da Síria, por terra, visitou as igrejas da Macedônia (20:1,2), até chegar a Mileto, depois de passar cinco dias em Filipos.
De Mileto, mandou chamar os anciãos da igreja em Éfeso, pois tinha pressa, e queria chegar o mais rápido possível a Jerusalém, para a festa de Pentecoste (20:16). Na praia local, fez o célebre discurso de despedida (20:17-38). Depois, segue para Cesaréia, passando pela Fenícia, e, em seguida, chega à Cidade Santa, onde é preso pelos judeus (Atos 21:1-8, 27-36).
4.4. Quarta viagem Missionária.
a) Paulo é preso em Jerusalém. Isso aconteceu no templo (21:27). Ele se defendeu diante do povo (21:40 - 22:21) e do Sinédrio (22:30 - 23:10). É enviado para Cesáreia, onde se apresentou diante de Félix (23:23 – 24:1-27), Festo e Agripa II (25:22-26-32).
b) Viagem para Roma. Como Paulo apelou para César (25:11; 26:32), na condição de prisioneiro romano, partiu de Cesaréia com destino a Roma (27:1-2). Foi uma viagem muito difícil. Era inverno, e o navio naufragou em Malta, onde esteve três meses (28:1-11). Até que chegou à capital do Império em 62 d.C.
c) Epístolas de Roma. Da capital do Império, escreveu as seguintes cartas: Efésio, Colossenses e Filemom, em 62 d.C.; Filipenses, em 63 d.C. Entre 67 e 68, 2 Timóteo, após o incêndio de Roma, quando estava preso pela Segunda vez, durante a sua vida condicional. Em 64 d.C., escreveu da Macedônia: 1 Timóteo e a epístola a Tito.
V. Mapas Sobre as Viagens Missionária de Paulo.
Mapas:
1. Mapa sobre a Primeira Viagem de Paulo.
2. Mapa sobre a Segunda Viagem de Paulo.
3. Mapa sobre a Terceira Viagem de Paulo.
4. Mapa sobre de Paulo a Roma.
10.
Paulo vai para a Galácia ( Primeira viagem missionária , At 13-14 ).
Enviados pela igreja de Antioquia ( At 13:1-3 ). Paulo e Barnabé foram para as cidades da Galácia, na Ásia Menor. As sinagogas judaicas naquelas cidades proporcionaram a Paulo uma oportunidade para pregar o evangelho. Algumas vezes, porém, encontrou oposição até mesmo das sinagogas.
Paulo vai para a Grécia ( Segunda viagem missionária, At 15:39-18:22 ).
Partino de Jerusalém, Paulo levou Silas consigo para visitar novamente as igrejas da Galácia. O jovem Timóteo juntou-se a eles em Listra. Juntos foram para Macedônia e Acaia, atual Grécia. Nessa viagem, o carcereiro de filipos foi salvo, os cristãos de Beréia examinavam diariamente as Escrituras ( At 17:11 ), Paulo pregou no Areópago em Atenas e então estabeleceu-se em Corinto durante um ano e meio.
11.
Ásia e Grécia são revisitadas ( Terceira viagem missionaria, At 18:23-21:16 ).
Paulo visitou as igrejas da Galácia pela terceira vez e, então, permaneceu em Éfeso por mais de dois ano. Paulo viajou novamente para a macedônia e Acaia ( Grécia ), permanecendo ali três meses. Retornou à Ásia, indo pela Macedônia. Nessa terceira viagem, Paulo escreveu 1 Coríntios em Éfeso, 2 Coríntios na Macedônia e a Epístola aos Romanos em Corinto.
Indo para Roma ( Quarta viagem de Paulo, At 27:1- 28:16 ).
Em Jerusalém, após a sua terceira viagem missionária, Paulo discutiu com os Judeus que o acusavam de profanar o templo ( At 21:26-34 ). Ele foi posto sob custódia romana em Cesaréia durante dois anos, mas, depois de apelar para César, foi enviado por navio a Roma. Depois de deixar a ilha de Creta, os companheiros de Paulo naufragaram em Malta devido a uma forte tempestade. Três meses depois, ele finalmente chegou à cidade imperial.
12.
Conclusão
Jesus disse que “o campo é o mundo” (Mt 13:38); “ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14:6). O apóstolo Paulo declara que a raça humana está condenada (Rm 3:23). Diante disso, concluímos que a evangelização não é uma alternativa, mas uma questão de vida ou morte.
O campo não é a minha cidade e nem a sua, nem o meu Estado e muito menos o seu, e nem o nosso Brasil, mas sim o mundo.
O ministério de Paulo entre os gentios, suas viagens missionárias e as epístolas escritas, o tornam o maior herói do Cristianismo. Seus exemplos devem ser seguidos pelos obreiros (1 Co 11:1) e seus ensinos obedecidos por todos os cristãos. Suas idéias continuam vivas e atuais, porque foram inspiradas pelo Espírito Santo para sua igreja em todos os tempos e épocas.
Bibliografia
SOARES, Ezequias. Lições Bíblicas Jovens e Adultos. Atos o padrão para a igreja da última hora. 3° Trimestre de 1996. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ.
Bíblia Vida Nova. Revista e Corrigida. Edição de 1995. Editora Vida Nova. São Paulo SP.
ALLAN, Denis. O Livro de Atos. 2ª edição publicada em 1998. Estudos Bíblicos São Paulo SP.
SADLER, Daniel Vieira. Apostila de Novo Testamento. Seminário Betel. Rio de Janeiro RJ.
OLSON, Miss. N. Lawrence. Apostila de Missões. Instituto Bíblico Pentecostal. Rio de Janeiro RJ.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Revista e Corrigida. Edição 1995. CPAD. Rio de Janeiro RJ.
Bíblia de Estudo Plenitude. Revista e Corrigida. Edição 1995. Brasil. Barueri, SP.
IOMAEL, Sant`Anna. Compromisso Atos dos Apóstolos. 4ª Trimestre de 1997. Editora JUERP. Rio de Janeiro RJ.
IOMAEL, Sant`Anna. Revista Atitude Atos dos Apóstolos. 4ª Trimestre de 1997. Editora JUERP. Rio de Janeiro RJ.
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03.01.08
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Saiba Quem Foram os Seguidores de Jesus
1. ANDRÉ. No dia seguinte àquele em que João Batista viu o Espírito Santo descer sobre Jesus, ele o apontou para dois de seus discípulos, e disse: “Eis o Cordeiro de Deus” (Jo 1.36). Movidos de curiosidade, os dois deixaram João e começaram a seguir a Jesus. Jesus notou a presença deles e perguntou-lhes o que buscavam. Responderam: “Rabi, onde assistes?” Jesus levou-os à casa onde ele se hospedava e passaram a noite com ele. Um desses homens chamava-se André (Jo 1.38-40). André foi logo à procura de seu irmão, Simão Pedro, a quem disse: “Achamos o Messias…” (Jo 1.41). Por seu testemunho, ele ganhou Pedro para o Senhor.
André é tradução do grego Andreas, que significa “varonil”. Outras pistas do Evangelhos indicam que André era fisicamente forte, e homem devoto e fiel. Ele e Pedro eram donos de uma casa (Mc 1.29) Eram filhos de um homem chamado Jonas ou João, um próspero pescador. Ambos os jovens haviam seguido o pai no negócio da pesca. Eram Pescadores.
André nasceu em Betsaida, nas praias do norte do mar da Galiléia. Embora o Evangelho de João descreva o primeiro encontro dele com Jesus, não o menciona como discípulo até muito mais tarde (Jo 6.8). O Evangelho de Mateus diz que quando Jesus caminha junto ao mar da Galiléia, ele saudou a André e a Pedro e os convidou para se tornarem discípulos (Mt 4.18,19). Isto não contradiz a narrativa de João; simplesmente acrescenta um aspecto novo. Uma leitura atenta de João 1.35-40 mostra-nos que Jesus não chamou André e a Pedro para seguí-lo quando se encontraram pela primeira vez.
André e outro discípulo chamado Filipe apresentaram a Jesus um grupo de gregos (Jo 12.20-22). Por este motivo podemos dizer que eles foram os primeiros missionários estrangeiros da fé cristã.
Diz a tradição que André viveu seus últimos dias na Cítia, ao norte do mar negro. Mas um livreto intitulado: Atos de André (provavelmente escrito por volta do ano 260 dC) diz que ele pregou primariamente na Macedônia e foi martirizado em Patras. Diz ainda, que ele foi crucificado numa cruz em forma de “X”, símbolo religioso conhecido como Cruz de Sto André.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Pregou na Cítia, na Ásia Menor e na Grécia.
• Crucificado em Patras, na Acaia.
• De acordo com Atos de André (livro apócrifo) André pregou em Epiro, Trácia, Galácia, Bitmia, Cítia, Danúbio e Acaia.
• Realizou exorcismos, curou doentes e interrompeu tempestades.
2. BARTOLOMEU (Natanael). Falta-nos informação sobre a identidade do Apóstolo chamado Bartolomeu. Ele só é mencionado na lista dos apóstolos. Além do mais, enquanto os Evangelhos sinóticos concordam em que seu nome era Bartolomeu, João o dá como Natanael (Jo 1.45). Crêem alguns estudiosos que Bartolomeu era o sobrenome de Natanael.
A palavra aramaica bar significa “filho”, por isso o nome Bartolomeu significa literalmente, “filho de Talmai”.
A Bíblia não identifica quem foi Talmai.Supondo que Bartolomeu e Natanael sejam a mesma pessoa, o Evangelho de João nos proporciona várias informações acerca de sua personalidade. Jesus chamou Natanael de “israelita em quem não há dolo” (Jo 1.47). Diz a tradição que ele serviu como missionário na Índia e que foi crucificado de cabeça para baixo.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
Foi martirizado depois de seu ministério na Armênia
• Muitas tradições de Bartolomeu são preservadas em obras apócrifas como o “Evangelho de Bartolomeu”
• Acompanhou Filipe a Hierápolis.
3. TIAGO (MENOR) - Filho de Alfeu. Os Evangelhos fazem apenas referências passageiras a Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Lc 6.15). Muitos estudiosos crêem que Tiago era irmão de Mateus, visto a Bíblia dizer que o pai de Mateus também se chamava Alfeu (Mc 2.14). Outros crêem que este Tiago se identificava como “Tiago, o Menor”, mas não temos prova alguma de que esses dois nomes se referiam ao mesmo homem (Mc 15.40). Se o filho de Alfeu era, deveras, o mesmo homem Tiago, o Menor, talvez ele tenha sido primo de Jesus (Mt 27.56; Jo 19.25). Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que este discípulo trazia uma estreita semelhança física com Jesus, o que poderia explicar por que Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite em que foi traído. (Mc 14.43-45; Lc 22.47-48). Diz as lendas que ele pregou na Pérsia e aí foi crucificado. Mas não há informações concretas sobre sua vida, ministério posterior e morte.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Confundido muitas vezes com Tiago, irmão de Jesus, na tradição da Igreja Primitiva.
• Possivelmente desenvolveu seu ministério na Síria.
• Foi bispo de Jerusalém, após o martírio de Tiago Maior, em 42.
• Dirigiu a igreja de Jerusalém até o ano de 62.
• Segundo os historiadores Hegesipo, Clemente de Alexandria e Flavius Josephus, Tiago teria sido condenado durante a perseguição dos cristãos na Palestina, ele se recusou a denunciar os cristãos e foi apedrejado e pisoteado até a morte, por ordem do Conselho do Templo, o Sinédrio, em 62.
• O Proto-Evangelho de Tiago é o texto mais antigo a falar da infância de Jesus. Muitos estudiosos acreditam que estes textos são uma versão hebraica anterior aos evangelhos canônicos.
• O Proto-Evangelho de Tiago mereceu consideração dos patriarcas da Igreja: Orígenes, Clemente e Pedro de Alexandria, Justino e Epifâneo, todos consideravam e recomendavam esses escritos.
• Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que Tiago Menor tinha uma estreita semelhança física com Jesus, o que explicaria porque Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite da traição.
4. TIAGO (MAIOR) - Filho de Zebedeu. Depois que Jesus convocou a Simão Pedro e a seu irmão André, ele caminhou um pouco mais ao longo da praia da Galiléia e convidou a “Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes” (Mc 1.19). Tiago e seu irmão responderam imediatamente ao chamado de Cristo. Ele foi o primeiro dos doze a sofrer a morte de mártir. O rei Herodes Agripa I ordenou que ele fosse executado ao fio da espada (At 12.2). A tradição diz que isto ocorreu no ano 44 dC, quando ele seria ainda bem moço.
Os Evangelhos nunca mencionam Tiago sozinho; sempre falam de “Tiago e João”. Até no registro de sua morte, o livro de Atos refere-se a ele como “Tiago, irmão de João” (At 12.2) Eles começaram a seguir a Jesus no mesmo dia, e ambos estiveram presentes na Transfiguração (Mc 9.2-13). Jesus chamou a ambos de “filhos do trovão” (Mc 3.17).
A perseguição que tirou a vida de Tiago infundiu novo fervor entre os cristãos (At 12.5-25). Herodes Agripa esperava sufocar o movimentos cristão executando líderes como Tiago. “Entretanto a Palavra do Senhor crescia e se multiplicava” (At 12.24).As tradições afirmam que ele foi o primeiro missionário cristão na Espanha.
INFORMAÇÃO BÍBLICA:
• Executado por Herodes Agripa I.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Depois da ascensão de Jesus, Tiago Maior pregou o evangelho em Jerusalém e em toda a Palestina. Então, teria ido à Espanha, onde passou seis anos. Ao final desse período teria retornado à Palestina, onde foi o primeiro bispo de Jerusalém.
• As tradições preservadas no evangelho dos Ebionitas, evangelho dos Hebreus, elevações de Tiago, estão associados a Tiago Maior.
• Preso e decapitado, considerado o primeiro mártir entre os apóstolos.
• Seu corpo foi sepultado em Jerusalém ou na Espanha.
5. JOÃO. Felizmente, temos considerável informação acerca do discípulo chamado João. Marcos diz-nos que ele era irmão de Tiago, filho de Zebedeu (Mc 1.19). Diz também que Tiago e João trabalhavam com “os empregados” de seu pai (Mc 1.20).
Alguns eruditos especulam que a mãe de João era Salomé, que assistiu a crucificação de Jesus (Mc 15.40). Se Salomé era irmã da mãe de Jesus, como sugere o Evangelho de João (Jo 19.25), João pode ter sido primo de Jesus.
Jesus encontrou a João e a seu irmão Tiago consertando as redes junto ao mar da Galiléia. Ordenou-lhes que se fizessem ao largo e lançassem as redes. arrastaram um enorme quantidade de peixes - milagre que os convenceram do poder de Jesus. “E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram” (Lc 5.11) Simão Pedro foi com eles.
João parece ter sido um jovem impulsivo. Logo depois que ele e Tiago entraram para o círculo íntimo dos discípulos de Jesus, o Mestre os apelidou de “filhos do trovão” (Mc 3.17). Os discípulos pareciam relegar João a um lugar secundário em seu grupo. Todos os Evangelhos mencionavam a João depois de seu irmão Tiago; na maioria das vezes, parece, Tiago era o porta-voz dos dois irmãos. Paulo menciona a João entre os apóstolos em Jerusalém, mas o faz colocando o seu nome no fim da lista (Gl 2.9).
Muitas vezes João deixou transparecer suas emoções nas conversas com Jesus. Certa ocasião ele ficou transtornado porque alguém mais estava servindo em nome de Jesus. “E nós lho proibimos”, disse ele a Jesus, “porque não seguia conosco” (Mc 9.38). Jesus replicou: “Não lho proibais… pois quem não é contra a nós, é por nós” (Mc 9.39,40). Noutra ocasião, ambiciosos, Tiago e João sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória. Esta idéia os indispôs com os outros discípulos (Mc 10.35-41).
Mas a ousadia de João foi-lhe vantajosa na hora da morte e da ressurreição de Jesus. Jo 18.15 diz que João era ” conhecido do sumo sacerdote”. Isto o tornaria facilmente vulnerável à prisão quando os aguardas do sumo sacerdote prenderam a Jesus. Não obstante, João foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, e Jesus entregou-lhe sua mãe aos seus cuidados (Jo 19.26-27). Ao ouvirem os discípulos que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro. Contudo, ele deixou que Pedro entrasse antes dele na câmara de sepultamento (Jo 20.1-4,8).
Se João escreveu, deveras, o quarto Evangelhos, as cartas de João e o Apocalipse, ele escreveu mais texto do NT do que qualquer dos demais apóstolos. Não temos motivo para duvidar de que esses livros não são de sua autoria.Diz a tradição que ele cuidou da mãe de Jesus enquanto pastoreou a congregação em Éfeso, e que ela morreu ali. Preso, foi levado a Roma e exilado na Ilha de Patmos. Acredita-se que ele viveu até avançada idade, e seu corpo foi devolvido a Éfeso para sepultamento.
INFORMAÇÃO BÍBLICA:
• Participou da cura do coxo na porta do templo.
• Acompanhou o trabalho de Filipe em Samaria.
• Foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz de Cristo, nessa ocasião, Jesus pediu a ele que cuidasse da sua mãe.
• Exilado, já no fim da vida, na ilha de Patmos.
• Escreveu um evangelho, três epístolas e o Apocalipse.
• De todos os 12 apóstolos, João foi o mais destacado teólogo.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Serviu em Éfeso.
• Tomou conta de Maria, mãe de Jesus, em Éfeso, durante o reinado de Trajano.
• Repreendeu Cerinto, gnóstico da Igreja Primitiva.
• Sofreu morte natural em Éfeso no ano 100 d.C.
• Os primeiros fragmentos dos escritos de João foram encontrados em papiros no Egito, datando do começo do segundo século.
• Jerônimo, teólogo do Quarto século conta sobre um ancião chamado João que era carregado para as reuniões da Igreja em Éfeso. Sem forças para pregar, ele limitava-se a dizer: “meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”.
• Irineu, bispo de Lyon no fim do segundo século, escreveu que João refutava os heréticos.
6. JUDAS (Tadeu?)- Não o Iscariotes. João refere-se a um dos discípulos como “Judas, não o Iscariotes” (Jo 14.22). Não é fácil determinar a identidade desse homem.
O NT refere-se a diversos homens com o nome de Judas - Judas Iscariotes; Judas, irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3); Judas, o galileu (At 5.37) e Judas, não o Iscariotes. Evidentemente, João desejava evitar confusão quando se referia a esse homem, especialmente porque o outro discípulo chamado Judas não gozava de boa fama.
Mateus e Marcos referem-se a esse homem como Tadeu (Mt 10.3; Mc 3.18). Lucas o menciona como “Judas, filho de Tiago” (Lc 6.16; At 1.13).Não sabemos ao certo quem era o pai de Tadeu.
O Historiador Eusébio diz que Jesus uma vez enviou esse discípulo ao rei Abgar da Mesopotâmia a fim de orar pela sua cura. Segundo essa história, Judas foi a Abgar depois da ascensão de Jesus, e permaneceu para pregar em várias cidades da Mesopotâmia. Diz outra tradição que esse discípulo foi assassinado por mágicos na cidade de Suanir, na Pérsia. O mataram a pauladas e pedradas.
7. JUDAS ISCARIOTES. Todos os Evangelhos colocam Judas Iscariotes no fim da lista dos discípulos de Jesus. Sem dúvida alguma isso reflete a má fama de Judas como traidor de Jesus.
A Palavra aramaica Iscariotes literalmente significa “homem de Queriote”. Queriote era uma cidade próxima a Hebrom (Js 15.25). Contudo, João diz-nos que Judas era filho de Simão (Jo 6.71). Se Judas era, de fato, natural desta cidade, dentre os discípulos, ele era o único procedente da Judéia. Os habitantes da Judéia desprezavam o povo da Galiléia como rudes colonizadores de fronteira. Essa atitude pode ter alienado Judas Iscariotes dos demais discípulos.
Os Evangelhos não nos dizem exatamente quando Jesus chamou Judas pra juntar-se ao grupo de seus seguidores. Talvez tenha sido nos primeiros dias, quando Jesus chamou tantos outros (Mt 4.18-22). Judas funcionava como tesoureiro dos discípulos, e pelo menos em uma ocasião ele manifestou uma atitude sovina para com o trabalho. Foi quando uma mulher por nome Maria derramou ungüento precioso sobre os pés de Jesus. Judas reclamou: “Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários, e não se deu aos pobres?” (Jo 12.5). No versículo seguinte João comenta que Judas disse isto “não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão.
“Enquanto os discípulos participavam de sua última refeição com Jesus, o Senhor revelou saber que estava prestes a ser traído e indicou Judas como o criminoso. Disse ele a Judas: “O que pretendes fazer, faze-o depressa” (Jo 13.27). Todavia, os demais discípulos não suspeitavam do que Judas estava prestes a fazer. João relata que “como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa da Páscoa…” (Jo13.28-29).
Judas traiu o Senhor Jesus, influenciado ou inspirado pelo maligno ( Lc 22.3; Jo 13.27). Tocado pelo remorso, Judas procurou devolver o dinheiro aos captores de Jesus e enforcou-se. (Mt 27.5).
8. MATEUS. Nos tempos de Jesus, o governo romano coletava diversos impostos do povo palestino. Pedágios pra transportar mercadorias por terra ou por mar eram recolhidos por coletores particulares, os quais pagavam uma taxa ao governo romano pelo direito de avaliar esses tributos. Os cobradores de impostos auferiam lucros cobrando um imposto mais alto do que a lei permitia. Os coletores licenciados muitas vezes contratavam oficiais de menor categoria, chamados de publicanos, para efetuar o verdadeiro trabalho de coletar. Os publicanos recebiam seus próprios salários cobrando uma fração a mais do que seu empregador exigia. O discípulo Mateus era um desses publicanos; ele coletava pedágio na estrada entre Damasco e Aco; sua tenda estava localizada fora da cidade de Cafarnaum, o que lhe dava a oportunidade de, também, cobrar impostos dos pescadores.
Normalmente um publicano cobrava 5% do preço da compra de artigos normais de comércio, e até 12,5% sobre artigos de luxo. Mateus cobrava impostos também dos pescadores que trabalhavam no mar da Galiléia e dos barqueiros que traziam suas mercadorias das cidades situadas no outro lado do lago.
O judeus consideravam impuro o dinheiro dos cobradores de impostos, por isso nunca pediam troco. Se um judeu não tinha a quantia exata que o coletor exigia, ele emprestava-o a um amigo. Os judeus desprezavam os publicanos como agentes do odiado império romano e do rei títere judeu. Não era permitido aos publicanos prestar depoimento no tribunal, e não podiam pagar o dízimo de seu dinheiro ao templo. Um bom judeu não se associaria com publicanos (Mt 9.10-13).
Mas os judeus dividiam os cobradores de impostos em duas classes. a primeira era a dos gabbai, que lançavam impostos gerais sobre a agricultura e arrecadavam do povo impostos de recenseamento. O Segundo grupo compunha-se dos mokhsa era judeus, daí serem eles desprezados como traidores do seu próprio povo. Mateus pertencia a esta classe.
O Evangelho de Mateus diz-nos que Jesus se aproximou deste improvável discípulo quando ele esta sentado em sua coletoria. Jesus simplesmente ordenou a Mateus: “Segue-me!” Ele deixou o trabalho pra seguir o Mestre (Mt 9.9).
Evidentemente, Mateus era um homem rico, porque ele deu um banquete em sua própria casa. “E numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa” (Lc 5.29). O simples fato de Mateus possuir casa própria indica que era mias rido do que o publicano típico.
Por causa da natureza de seu trabalho, temos certeza que Mateus sabia ler e escrever. Os documentos de papiro, relacionados com impostos, datados de cerca de 100 dC, indicam que os publicanos eram muito eficientes em matéria de cálculos.
Mateus pode ter tido algum grau de parentesco com o discípulo Tiago, visto que se diz de cada um deles ser “filho de Alfeu” (Mt 10.3; Mc 2.14). Às vezes Lucas usa o nome Levi para referir-se a Mateus (Lc 5.27-29). Daí alguns estudiosos crerem que o nome de Mateus era Levi antes de se decidir-se a seguir a Jesus, e que Jesus lhe deu um novo nome, que significa “dádiva de Deus”. Outros sugerem que Mateus era membro da tribo sacerdotal de Levi.
De todos os evangelhos, o de Mateus tem sido, provavelmente, o de maior influência. A literatura cristã do segundo século faz mais citações do Evangelho de Mateus do qu de qualquer outro. Os pais da igreja colocaram o Evangelho de Mateus no começo do cânon do NT provavelmente por causa do significado que lhes atribuíam. O relato de Mateus desta a Jesus como o cumprimento das profecias do AT. Acentua que Jesus era o Messias prometido.
Não sabemos o que aconteceu com Mateus depois do dia de Pentecostes. Uma informação fornecida por John Foxe, declara que ele passou seus últimos anos pregando na Pártia e na Etiópia e que foi martirizado na cidade Nadabá em 60 dC. Não podemos julgar se esta informação é digna de confiança.
INFORMAÇÃO BÍBLICA:
• Escreveu o evangelho que leva seu nome.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Tradições contraditórias o situam na Etiópia, Pártia, Pérsia e na Macedônia.
• Clemente de Alexandria afirmou que Mateus não morreu violentamente.
• Fontes hebraicas afirmam que ele foi condenado à morte pelo Sinédrio.
• Outros relatos afirmam que ele foi apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia, de onde suas relíquias foram transportadas para Paestrum.
• Depois do século dois, seus supostos restos mortais foram levados para a cidade italiana de Salerno, onde estão até hoje.
9. FELIPE. O Evangelho de João é o único a dar-nos qualquer informação pormenorizada acerca do discípulos chamado Filipe. Jesus encontrou-se com ele pela primeira vez em Betânia, do outro lado do Jordão (Jo 1.28). É interessante notar que Jesus chamou a Filipe individualmente enquanto chamou a maioria dos outros em pares. Filipe apresentou Natanael a Jesus (Jo 1.45-51), e Jesus também chamou a Natanael (ou Bartolomeu) para seguí-lo.
Ao se reunirem 5 mil pessoas para ouvir a Jesus, Filipe perguntou ao Seu Senhor como alimentariam a multidão. “Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço”, disse ele (Jo 6.7). Noutra ocasião, um grupo de gregos dirigiu-se a Filipe e pediu-lhe que o apresentasse a Jesus. Filipe solicitou a ajuda de André e juntos levaram os homens para conhecê-lo (Jo 12.20-22).
Enquanto os discípulos tomavam a última refeição com Jesus, Filipe disse: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta” (Jo 14.8). Jesus respondeu que nele eles já tinham visto o Pai.
Esses três breves lampejos são tudo o que vemos acerca de Filipe. A igreja tem preservado muitas tradições a respeito de seu último ministério e morte. Segundo algumas delas, ele pregou na França; outras dizem que ele pregou no sul da Rússia, na Ásia Menor, ou até na Índia. Nada de concreto portanto.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Crucificado em Hierápolis, Ásia Menor.
10. SIMÃO PEDRO. Era um homem de contrastes. Em Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?” Ele respondeu de imediato: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16.15-16). Alguns versículos adiante, lemos: “E Pedro chamando-o à parte, começou a reprová-lo…” Era característico de Pedro passar de um extremo ao outro.
Ao tentar Jesus lavar-lhe os pés no cenáculo, o imoderado discípulo exclamou: “Nunca me lavarás os pés.” Jesus, porém, insistiu e Pedro disse: “Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça” (Jo 13.8,9).
Na última noite que passaram juntos, ele disse a Jesus: “Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!” (Mc 14.29). Entretanto, dentro de poucas horas, ele não somente negou a Jesus mas praguejou (Mc 14.71).
Este temperamento volátil, imprevisível, muitas vezes deixou Pedro em dificuldades. Mas, o ES o moldaria num líder, dinâmico, da igreja primitiva, um “homem-rocha” (Pedro significa “rocha”) em todo o sentido.
Os escritores do NT usaram quatro nomes diferentes com referência a Pedro. Um é o nome hebraico Simeon (At 15.14), que pode significar “ouvir”. O Segundo era Simão, a forma grega de Simeon. O terceiro nome era Cefas palavra aramaica que significa “rocha”. O quarto nome era Pedro, paralavra grega que significa “Pedra” ou “rocha”; os escritores do NT se referem ao discípulo com estes nomes mais vezes do que os outros três.
Quando Jesus encontrou este homem pela primeira vez, ele disse: “Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas” (Jo 1.42). Pedro e seu irmão André eram pescadores no mar da Galiléia (Mt 4.18; Mc 1.16). Ele falava com sotaque galileu, e seus maneirismos identificavam-no como um nativo inculto da fronteira da galiléia (Mc 14.70). Foi levado a Jesus pelo seu irmão André. (Jo 1.40-42).
Enquanto Jesus pendia na cruz, Pedro estava provavelmente entre o grupo da Galiléia que “permaneceram a contemplar de longe estas coisas” (Lc 23.49). Em 1Pe 5.1, ele escreveu: “…eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo…”
Pedro encabeça a lista dos apóstolo em cada um dos relatos dos Evangelhos, o que sugere que os escritores do NT o consideravam o mais importante dos doze. Ele não escreveu tanto como João ou Mateus, mas emergiu como o líder mais influente da igreja primitiva. Embora 120 seguidores de Jesus tenha recebido o ES no dia do Pentecoste, a Bíblia registra as palavras de Pedro (At 2.14-40). Ele sugeriu que os apóstolos procurassem um substituto para Judas Iscariotes (At 1.22). Ele e João foram os primeiros a realizar um milagre depois do Pentecoste, curando um paralítico na Porta Formosa (At 3.1-11).
O livro de Atos acentua as viagens de Paulo, mas Pedro também viajou extensamente. Ele visitou Antioquia (Gl 2.11), Corinto (2Co 1.12) e talvez Roma.
Pedro sentiu-se livre para servir aos gentios (At 10), mas ele é mais bem conhecido como o apóstolo dos judeus (Gl 2.8). À medida que Paulo assumir um papel mais ativo na obra da igreja e à medida que os judeus se tornavam mais hostis ao Cristianismo, Pedro foi relegado a segundo plano na narrativa do NT.
A tradição diz que a Basílica de São Pedro em Roma está edificada sobre o local onde ele foi sepultado. Escavações modernas sob a antiga igreja exibem um cemitério romano muito antigo e alguns túmulos usados apressadamente para sepultamentos cristãos. Uma leitura cuidadosa dos Evangelhos e do primitivo segmento de Atos tenderia a apoiar a tradição de que Pedro foi figura preeminente da igreja primitiva.
INFORMAÇÃO BÍBLICA:
• Pregou o sermão no Dia de Pentecostes.
• Curou o coxo na porta do templo.
• Perseguido pelo Sinédrio.
• Repreendeu Ananias e Safira, e Simão, o mágico.
• Ressuscitou Dorcas.
• Pregou a Evangelho a Cornélio.
• Milagrosamente escapou da prisão.
• Repreendido por Paulo em Antioquia.
• Escreveu duas epístolas.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Visitou a Bretanha e a Gália.
• Crucificado de cabeça para baixo em Roma durante perseguição comandada por Nero (64-68 d.C.).
11. SIMÃO ZELOTE. Mateus refere-se a um discípulo chamado “Simão, o Cananeu”, enquanto Lucas e o livro de Atos referem-se a “Simão, o Zelote”. esses nomes referem-se à mesma pessoa. Zelote é uma palavra grega que significa “zeloso”; “cananeu” é transliteração da palavra aramaica kanna’ah, que também significa “zeloso”; parece, pois, que este discípulo pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.
A Bíblia não indica quando Simão, foi convidado para unir-se aos apóstolos. Diz a tradição que Jesus o chamou ao mesmo tempo em que chamou André e Pedro, Tiago e João, Judas Iscariotes e Tadeu (Mt 4.18-22).Temos diversos relatos conflitantes acerca do ministério posterior deste homem e não é possível chegar a uma conclusão.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Associado de modo conflitante com a região da Pérsia, com o Egito, com Cartago e com a Bretanha.
12. TOMÉ. O Evangelho de João dá-nos um quadro mais completo do discípulo chamado Tomé do que o que recebemos dos Sinóticos ou do livro de Atos. João diz-nos que ele também era chamado Dídimo (Jo 20.24). A palavra grega para “gêmeos” assim como a palavra hebraica t’hom significa “gêmeo”. A Vulgata Latina empregava Dídimo como nome próprio.
Não sabemos quem pode ter sido Tomé, nem sabemos coisa alguma a respeito do passado de sua família ou de como ele foi convidado para unir-se ao Senhor. Sabemos, contudo, que ele juntou-se a seis outros discípulos que voltaram aos barcos de pesca depois que Jesus foi crucificado (Jo 21.2-3).
Isso sugere que ele pode ter aprendido a profissão de pescador quando jovem.Diz a tradição que Tomé finalmente tornou-se missionário na Índia. Afirma-se que ele foi martirizado ali e sepultado em Mylapore, hoje subúrbio de Madrasta. Seu nome é lembrado pelo próprio título da igreja Martoma ou “Mestre Tome”.
INFORMAÇÃO DA TRADIÇÃO:
• Pregou na Babilônia (hoje, região do Iraque).
• Fundou igrejas e foi martirizado na Índia.
13. MATIAS. - Substituto de Judas IscariotesApós a morte de Judas, Pedro propôs que os discípulos escolhessem alguém para substituir o traidor. O discurso de Pedro esboçava certas qualificações para o novo apóstolo ( At 1.15-22). O apóstolo tinha de conhecer a Jesus “começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas”. Tinha de ser também, “testemunha conosco de sua ressurreição” (At 1.22).
Os apóstolos encontraram dois homens que satisfaziam as qualificações: José, cognominado Justo, e Matias (At 1.23). Lançaram sortes para decidir a questão e a sorte recaiu sobre Matias.O nome Matias é uma variante do hebraico Matatias, que significa “dom de Deus”. Infelizmente, a Bíblia nada diz a respeito do ministério de Matias.
Fontes:
O Mundo do Novo Testamento - Editora Vida
História da Igreja em Quadros - Ed. Vida.
Revista Grandes Líderes da História - Editora Arte Antiga
Imagens: ícone antigo da igreja ortodoxa retratando os 12 apóstolos & crucificação de Pedro.
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